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MICHELLE BOLSONARO ironiza ao ter NOME citado em DELAÇÃO de Mauro Cid sobre tentativa de GOLPE

Em um story no Instagram, a ex-primeira dama compartilhou uma reportagem relatando a informação com um áudio de risadas e uma figurinha em que chora até encher duas xícaras.

Ricardo Lélis

27 de janeiro de 2025 às 19:54   - Atualizado às 19:54

Michelle Bolsonaro ironiza delação de Mauro Cid

Michelle Bolsonaro ironiza delação de Mauro Cid Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução/ Redes Sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais no domingo, 26 de janeiro, para ironizar a citação de uma suposta participação dela e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no plano golpista revelado no fim do ano passado pela Polícia Federal (PF).

Em um story no Instagram (publicação que some em 24 horas), Michelle compartilhou uma reportagem com o título "Delação de Mauro Cid revela papel de Michelle e Eduardo Bolsonaro em plano golpista" com um áudio de risadas e uma figurinha em que chora até encher duas xícaras.

O ex-ajudante de ordens da Presidência na gestão Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, afirmou na primeira delação premiada feita por ele, em agosto de 2023, que a ex-primeira-dama e Eduardo atuaram para instigar Bolsonaro a dar um golpe após a derrota na disputa pelo Palácio do Planalto contra Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

O teor desse depoimento foi revelado inicialmente pelo jornalista Elio Gaspari nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, e confirmado pelo Estadão.

Segundo Cid os dois participavam de um grupo mais radical que dizia que o ex-presidente teria "o apoio do povo e dos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) para dar um golpe de Estado.

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Nem Michelle e nem Eduardo foram indiciados pela Polícia Federal e não há menção a elementos e provas, ao menos neste primeiro depoimento. Cid foi inquirido pela PF mais vezes ao longo de 2023 e 2024.

Em novembro de 2023, a ex-primeira-dama também ironizou a delação do tenente-coronel. O ex-ajudante de ordens da Presidência disse à Polícia Federal (PF) que Michelle incitava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a não aceitar a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dar um golpe de Estado, segundo a coluna de Aguirre Talento no portal UOL.

"Recebi uma mensagem que meu enteado Duda (Eduardo Bolsonaro) e eu estávamos incitando o golpe. Eu, incitando golpe? Com qual arma? Minha Bíblia poderosa?", rebateu Michelle em evento do PL Mulher no Espírito Santo na ocasião.

"Eu sei dar golpe e quero ensinar para vocês agora: jab, jab, direto, cruzado, up, esquiva, up", continuou a ex-primeira-dama, encenando os golpes no palco do evento. Ela disse praticar luta todas as terças e quintas-feiras.

Procurada, a defesa de Bolsonaro manifestou "indignação" diante de novos "vazamentos seletivos" e reclamou que não tem acesso legal à integralidade da colaboração. Michelle não respondeu aos contatos da reportagem. O Estadão também busca contato com a defesa de Eduardo Bolsonaro. O espaço segue aberto para manifestação.

Na delação, Cid apontou que Eduardo tinha mais contato com os CACs. Também teriam participado desse grupo ex-ministros, como Onyx Lorenzoni (PL) e Gilson Machado (PL); atuais senadores, como Magno Malta (PL-ES) e Jorge Seif (PL-SC), o ex-assessor internacional de Bolsonaro Filipe Martins e o general Mario Fernandes.

Estadão Conteúdo

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