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Michelle Bolsonaro critica Janja por viajar ao Japão mas fica em silêncio sobre decisão do STF

A atual primeira-dama acompanha o presidente Lula na celebração dos 130 anos de intercâmbio entre Brasil e o país oriental.

Gabriel Alves

27 de março de 2025 às 12:29   - Atualizado às 13:01

Janja e Michelle Bolsonaro.

Janja e Michelle Bolsonaro. Fotos: Cláudio Kbene - Secom/PR e Isac Nóbrega/PR. Arte: Portal de Prefeitura

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), compartilhou um story no Instagram, na quarta-feira, 26 de março, uma publicação do PL Mulheres, que critica a viagem de Rosângela Lula da Silva, a Janja, esposa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Japão.

A atual primeira-dama acompanha o presidente Lula na celebração dos 130 anos de intercâmbio entre Brasil e Japão.

A publicação faz uma ironia sobre a viagem e cita o serviço Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher. Em tom crítico, o texto questiona os gastos da primeira-dama e menciona o caso de investigação contra o ex-ministro Silvio Almeida, acusado de importunação sexual.

Janja está no Japão desde 18 de março e afirmou que chegou antes de Lula para economizar em passagem e hospedagem.

No entanto, Michelle ficou em silêncio quanto a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre tornar Bolsonaro réu, mais sete aliados.

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Brasil e Japão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cerimônia com o primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, para defender o multilateralismo e criticar o investimento dos países em armamento.

Lula criticou a retomada de investimentos por parte da Europa em armas e disse que o mundo atravessa "situação de insensibilidade" na relação política entre os Estados. Diante de tal cenário, o petista disse que a relação entre Brasil e Japão ganha um "novo marco de grandeza".

"Nós entendemos que o mundo atravessa uma situação política difícil, uma situação econômica complicada e muita insensibilidade na relação política entre os Estados. Protocolos como o de Kyoto não foram cumpridos, acordos como o de Paris não foram cumpridos", afirmou Lula em cerimônia de assinatura entre o Brasil e o Japão nesta quarta-feira (26).

O evento aconteceu após uma reunião bilateral entre Lula e o primeiro-ministro japonês.

Lula avaliou que o mundo assiste países "que simbolizavam a ação democrática sofrendo riscos de desestabilização pela função e participação da extrema-direita".

Nesse sentido, ele citou a Europa, que classificou como "uma parte do mundo que só vivia em termos de tranquilidade", voltar a investir em armamentos, após a guerra da Ucrânia.

O presidente também comentou sobre a situação da Faixa de Gaza e disse ver com "muita seriedade o fim do cessar-fogo" na região.

"A recente violação do cessar-fogo em Gaza soma-se à sequência de afrontas ao direito humanitário", pontuou.

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