A atividade tem como objetivo defender a segurança dos usuários e trabalhadores do Metrô, além de denunciar o sucateamento e a tentativa de privatização do sistema
Metroviários de Pernambuco realizam apitaço na Estação Central do Recife. Foto: Jameson Ramos/Sindmetro-PE
Os metroviários de Pernambuco realizam, nesta segunda-feira, 3 de novembro, uma grande caminhada com apitaço, com concentração na Estação Central do Recife, a partir das 10h, e destino ao Monumento Tortura Nunca Mais, localizado na área central da capital pernambucana.
A atividade faz parte da greve por tempo indeterminado, deflagrada pela categoria nesta segunda (3), e tem como objetivo defender a segurança dos usuários e trabalhadores do Metrô, além de denunciar o sucateamento e a tentativa de privatização do sistema metroviário.
O Sindmetro-PE reforça que o movimento busca garantir um transporte público seguro, de qualidade e 100% estatal, a serviço da população pernambucana.
O vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Thiago Mendes, explicou que o plano de privatização do Metrô do Recife, planejado pelo governo do Estado em parceria com o governo federal, representa um risco de repasse de recursos públicos para empresários do setor de transporte.
A declaração foi feita durante assembleia geral extraordinária realizada em frente à Estação Central do Recife, quando a categoria anunciou o início da greve por tempo indeterminado a partir das 0h de segunda-feira (3).
Segundo Thiago Mendes, a proposta “vai jogar muito dinheiro na mão de um pequeno grupo de empresários”, repetindo o modelo do transporte por ônibus no estado. Ele criticou a governadora por usar o tema do metrô como vitrine política e alertou que tanto o governo estadual quanto o federal são responsáveis pelo sucateamento da CBTU Recife. “Tem a participação direta do ministro Rui Costa e do ministro Jader Filho, que querem matar a CBTU por inanição”, afirmou.
O Sindmetro-PE questiona a coerência do projeto, lembrando que o governo federal anunciou R$ 3 bilhões para o sistema. “Se tem dinheiro, pra quê privatizar?”, indaga Mendes. Para o sindicato, os recursos devem ser aplicados na modernização da CBTU, garantindo um transporte público seguro e eficiente, sem entregar o patrimônio da classe trabalhadora ao capital privado.
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