15 de fevereiro de 2024 às 07:34
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, em uma delação homologada pela Polícia Federal, implicou empresários em um plano que visava evitar a posse de Lula após o segundo turno das eleições.
Cid alegou que Luciano Hang, proprietário da Havan, e Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, pressionaram o então presidente Bolsonaro para que o Ministério da Defesa elaborasse um relatório mais incisivo sobre o processo eleitoral, com o objetivo de "virar o jogo" e conseguir o golpe.
Segundo os detalhes fornecidos por Cid à PF, essa conversa teria ocorrido em novembro.
A delação do tenente-coronel também incrimina o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que, segundo Cid, estaria entre os parlamentares favoráveis a um golpe de Estado.
Em 11 de janeiro de 2023, após a posse de Lula, Luciano Hang publicou uma mensagem desejando sorte ao novo presidente eleito e condenando os atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes.
Em janeiro, o proprietário da Havan foi condenado a pagar mais de R$ 85 milhões por coagir os funcionários a votarem em Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, conforme determinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
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Dados extraídos do celular do banqueiro revelam que ele prestava contas ao ministro do STF sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.
Até o momento, não foram divulgados os nomes das pessoas supostamente envolvidas.
O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.
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