Marina Silva e Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, decidiu que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até abril com o objetivo de disputar as eleições deste ano.
A movimentação inclui não apenas a saída do cargo na Esplanada dos Ministérios, mas também o desligamento do partido Rede Sustentabilidade, legenda que ajudou a fundar.
A decisão ocorre em meio a negociações com outras siglas. Marina Silva avalia filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) ou ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). As conversas seguem em andamento e ainda não definiram qual será o destino partidário da ministra. Pessoas próximas à articulação apontam que a escolha levará em conta tanto o espaço político quanto a viabilidade eleitoral para o próximo pleito.
Entre as possibilidades analisadas, Marina considera disputar uma vaga no Senado. Um dos cenários estudados envolve uma eventual chapa ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que possui base eleitoral em São Paulo. Essa hipótese, no entanto, ainda enfrenta incertezas. Haddad também aparece como nome cotado para disputar o governo paulista, o que pode alterar completamente a composição das chapas e o desenho das alianças.
A saída de Marina Silva da Rede Sustentabilidade não acontece de forma isolada. A ministra enfrentou desgastes internos no partido, especialmente após divergências com a deputada federal Heloísa Helena. Nos últimos meses, a ala ligada à parlamentar ampliou sua influência na legenda e passou a controlar decisões estratégicas, o que reduziu o espaço político de Marina dentro da própria sigla.
Além das disputas internas, uma mudança nas regras do partido pesou na decisão. A Rede aprovou uma norma que estabelece prioridade para candidaturas de parlamentares que tenham, no mínimo, dois anos de exercício no cargo. Como Marina Silva dedicou os últimos anos integralmente ao comando do Ministério do Meio Ambiente, a regra passou a representar um obstáculo direto para seus planos eleitorais.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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