Ex-deputada afirma que definições sobre chapa majoritária ainda serão feitas no momento adequado e critica antecipação do debate eleitoral feita em publicação no Blog do Magno.
Marília e Maria Arraes juntas durante Sessão Solene em homenagem a Miguel Arraes, avô delas. Foto: Redes Sociais / Marília Arraes e Maria Arraes.
A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) confirmou que manteve uma conversa recente com a irmã, a deputada federal Maria Arraes (SD), e admitiu que há, sim, a possibilidade de a parlamentar reavaliar seus planos eleitorais para 2026. A declaração, no entanto, não altera o projeto político de Marília, que segue se colocando como pré-candidata ao Senado Federal. Mas, em carta, desmente a informação do Blog do Magno de que João Campos teria convencido as duas a disputar por outras vagas para as eleições de 2026.
Segundo Marília, o debate em torno das eleições de 2026 tem ocorrido de forma antecipada e marcada por ansiedade, especialmente no que diz respeito à definição das vagas majoritárias. Ela ressaltou que, historicamente, a disputa pelo Senado costuma ser uma das últimas a ser definida dentro das articulações políticas.
A ex-parlamentar destacou que, desde 2022, vem trabalhando na construção e no fortalecimento de um campo de oposição em Pernambuco, alinhado ao presidente Lula, à defesa da democracia e ao combate às desigualdades sociais. Marília lembrou que representou esse projeto político nas eleições majoritárias de 2020 e 2022, quando chegou ao segundo turno em ambas as disputas, acumulando, segundo ela, capital político e respaldo popular.
O Blog do Magno, nesta segunda-feira, 05 de janeiro, divulgou uma notícia em que João Campos, prefeito da Cidade do Recife, teria convencido Maria a disputar uma vaga na Alepe, enquanto, a Marília, João tinha prometido apoio na candidatura à Câmara Federal.
A ex-deputada, em resposta ao Blog, enviou uma carta ao profissional.
Confira a carta:
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Caro Magno,
Creio que há um evidente açodamento e ansiedade em torno das eleições de 2026. Principalmente, a disputa em relação a um dos cargos que, usualmente, por último era definido: o cargo de senador.
Estamos reunindo e unindo a oposição de Pernambuco, desde 2022, num projeto com verdadeiro alinhamento com o presidente Lula, a democracia e o combate às injustiças sociais: de quem não fica em cima do muro em momentos cruciais do Brasil. Tive a honra de representar esse projeto popular liderado por Lula nas eleições majoritárias de 2020 e 2022 e, em ambas, chegar ao segundo turno de maneira bastante competitiva, acumulando força e capital político.
Hoje, ainda não temos uma declaração oficial de quem seria o candidato ao governo. O que temos é o clamor popular pela candidatura do prefeito João Campos, com quem firmamos uma aliança histórica, política e programática. E essa aliança se converteu numa relação pessoal e política de extremo respeito. Hoje, inclusive, seguiremos juntos ao município da Pedra, para sacramentar o apoio do prefeito Júnior Vaz ao nosso projeto.
Assim como João Campos, jamais emiti uma declaração oficial dizendo que seria candidata a qualquer cargo em específico. Porém, temos o que considero mais importante: o apoio popular, traduzido em diversas pesquisas de opinião, inclusive de institutos nacionais, que nos colocam na liderança absoluta, em todos os cenários. Quanto a isso, agradeço a confiança do povo de Pernambuco e o reconhecimento dos nossos posicionamentos, ao longo de quase 20 anos de vida pública.
A possibilidade de lançamento de meu esposo, André Cacau, médico e biomédico, ou qualquer familiar jamais foi aventada e é totalmente sem nexo. A decisão da deputada Maria Arraes sobre a disputa foi ou será tomada com toda a liberdade e independência que lhe é de direito, pois assim agiu desde seu primeiro dia de mandato. Política é algo sério demais para ser tratada como assunto de família.
Continuo à disposição de contribuir com o projeto e continuo também sendo a única mulher cotada para compor a chapa majoritária de oposição e líder nas pesquisas. Com posicionamento claro e definido de transformarmos o Congresso Nacional em uma verdadeira representação popular.
Decisões sobre disputas majoritárias devem ser tomadas no momento correto, com maturidade, sem ansiedade e, sempre, unindo e escutando o nosso povo e saindo das bolhas de quem inventa teses e teorias sem sair de gabinetes.
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12:13, 13 Fev
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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