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Lula: "Se Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião, ele não ficaria provocando a gente"

O presidente também disse que evita confrontos diretos porque o objetivo do Brasil não envolve disputas pessoais ou tensões desnecessárias entre governos.

Redação

10 de fevereiro de 2026 às 12:33   - Atualizado às 12:34

Donald Trump, Lula e Lampião.

Donald Trump, Lula e Lampião. Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na segunda-feira, 9 de fevereiro, durante cerimônia realizada no Instituto Butantan, em São Paulo, que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, talvez não provocasse o Brasil se conhecesse o que ele chamou de “sanguinidade de Lampião”.

A declaração ocorreu em tom de brincadeira enquanto Lula comentava o cenário internacional e o posicionamento do país diante de tensões políticas globais.

Durante o discurso, o presidente adotou um tom descontraído ao mencionar a figura histórica nordestina e relacionar a fala ao seu próprio perfil político. Ele destacou que não busca conflitos diretos com o líder norte-americano e reforçou que prefere atuar no campo do diálogo e da construção de narrativas políticas no cenário internacional. 

"Eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente", declarou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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 Lula também disse que evita confrontos diretos porque o objetivo do país não envolve disputas pessoais ou tensões desnecessárias entre governos. Ele ressaltou que a atuação brasileira deve priorizar estratégias diplomáticas e debates políticos que valorizem a cooperação global.

"Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo", concluiu.

Ainda durante a cerimônia, Lula afirmou que o Brasil pretende ampliar a defesa do multilateralismo nas relações internacionais. Ele destacou que o país busca construir uma narrativa baseada na cooperação entre nações e no respeito às instituições globais. O presidente afirmou que essa postura representa uma alternativa ao modelo de decisões unilaterais, que, segundo ele, não interessa ao Brasil.

Lula também afirmou que o multilateralismo desempenhou papel importante na manutenção da estabilidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. Ele destacou que acordos entre países ajudaram a criar um ambiente de maior harmonia em várias regiões do planeta. Para o presidente, o fortalecimento dessas alianças continua sendo fundamental para enfrentar desafios atuais e evitar conflitos políticos mais amplos.

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