Xi Jinping, presidente Lula e Janja. Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira, 14 de abril, o presidente Lula (PT) se mostrou irritado com o vazamento da conversa sobre o TikTok envolvendo a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e o presidente chinês, Xi Jinping (confira o vídeo abaixo).
Mais cedo, integrantes da comitiva relataram ao G1 que a primeira-dama Janja havia protagonizado um momento constrangedor ao pedir a palavra para falar com Xi Jinping sobre o TikTok, que considera ter um algoritmo favorável à direita.
Segundo relatos, a fala de Janja teria "incomodado" autoridades chinesas que estavam presentes.
"A primeira coisa que acho estranho é como é que essa pergunta chegou à imprensa. Porque estavam só os meus ministros lá, o Alcolumbre e o Elmar. Alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa de um jantar muito confidencial e pessoal", disse Lula ao ser questionado sobre o episódio.
Segundo Lula, foi ele quem fez o pedido a Xi Jinping. "A Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças. Foi só isso", minimizou Lula. "Se algum ministro tivesse incomodado deveria ter pedido para sair da sala, eu teria autorizado."
"Foi uma coisa normal e ele vai mandar uma pessoa. Isso que importa. Não sei porque alguém achou que isso era novidade e foi falar para imprensa. A pergunta foi minha e eu não me senti incomodado. O fato de a minha mulher pedir a palavra é porque ela não é cidadã de segunda classe, entende mais de rede digital do que eu", concluiu Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que perguntou ao líder chinês, Xi Jinping, na noite de terça-feira, 13 de maio, se poderia enviar ao Brasil uma pessoa de confiança para discutir "questões digitais", principalmente o TikTok.
"Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança para a gente discutir a questão digital -sobretudo o TikTok", disse Lula. "E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças", complementou o presidente.
Segundo o líder petista, a resposta de Xi foi a de que o Brasil tem o direito e o poder de fazer a regulamentação das redes e até banir a plataforma do País. Segundo Lula, foi uma resposta óbvia
"Não é possível a gente continuar com as redes sociais cometendo os absurdos que cometem, e a gente não ter a capacidade de fazer uma regulamentação".
O debate sobre a regulação das redes sociais no Brasil voltou à tona. Nos primeiros dias de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) deram novos passos na discussão sobre a adequação das plataformas com a jurisdição brasileira.
Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional está alheio ao tema desde o engavetamento do PL das Fake News, em 2023. Para especialistas, cabe ao Legislativo definir novas regras caso haja necessidade de regular as plataformas virtuais, não à Justiça ou ao Executivo.
Segundo o presidente brasileiro, Xi Jinping se comprometeu a enviar uma pessoa para discutir a regulamentação das redes no Brasil.
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