Lula em carro FOTO: Ricardo Stuckert/PR
overno Lula registra gasto recorde com aluguel de veículos no 1º semestre
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um verdadeiro gasto recorde com aluguel de veículos nos primeiros seis meses de 2025, totalizando R$ 579,3 milhões — o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 2011.
Esse salto representa um aumento real de 50,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o desembolso foi de R$ 386 milhões. Esse gasto recorde com aluguel de veículos evidencia o ritmo acelerado de despesas da máquina pública em locação.
Somados os valores dos primeiros semestres de 2023, 2024 e 2025, o total já atinge R$ 1,3 bilhão, montante 15,9% superior ao acumulado em todos os quatro anos do governo Bolsonaro, que alcançou R$ 1,1 bilhão. Em termos anuais completos, o governo de Lula já atingiu R$ 1,02 bilhão em aluguel de veículos ao longo de 2024, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2014.
Esse gasto recorde com aluguel de veículos expõe preocupações legítimas sobre a gestão dos recursos públicos – especialmente num momento em que outras áreas enfrentam ajuste fiscal. A magnitude da despesa convoca atenção à necessidade de transparência e adequação da política de frota governamental.
Apesar de a série histórica remeter ao menor valor em 2011, a escalada recente sinaliza fragilidade no controle orçamentário. Cabe ao governo apresentar justificativas detalhadas, como aumento de demanda operacional, revisões de contratos ou política de outsourcing, e propor ajustes adequados para evitar que o gasto recorde com aluguel de veículos evolua sem limites.
Desde 1º de agosto, todos os radares eletrônicos de controle de velocidade em rodovias federais — exceto as em trechos concedidos — foram desativados por insuficiência orçamentária. A medida atinge cerca de 47 mil quilômetros de estradas monitoradas pelo Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV), segundo o DNIT.
A paralisação ocorre após um corte de 88% no orçamento destinado à fiscalização eletrônica de trânsito, que prevê R$364,1 milhões em 2025, mas teve apenas R$43,3 milhões aprovados na LOA. Mesmo com suplementações, o total disponível não passou de R$79,6 milhões, valor insuficiente para custear os contratos até dezembro. O DNIT vinha alertando sobre o risco desde maio e chegou a qualificar o cenário como “iminente paralisação”.
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