Presidente da República, Lula. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Nova York para participar da 79ª Assembleia Geral da ONU, onde buscará reforçar a importância da reforma de instituições multilaterais e abordar a crise climática global. Com o Brasil enfrentando uma seca histórica e incêndios recordes, Lula responsabilizará as mudanças climáticas pelos recentes desastres ambientais no país.
Ele deve manter a cobrança aos países ricos para financiarem ações ambientais, destacando o não cumprimento da promessa de US$ 100 bilhões anuais destinados à preservação.
Apesar de uma redução no desmatamento em áreas como a Amazônia, Lula enfrenta dificuldades em convencer a comunidade internacional a liberar mais recursos ao Brasil, especialmente em um cenário no qual a União Europeia adota medidas protecionistas, como a proibição de produtos oriundos de áreas desmatadas ilegalmente. O Brasil não conseguiu reverter essa decisão.
De janeiro a agosto de 2024, mais de 1,7 milhão de hectares queimaram na Amazônia, agravando a percepção de que o governo não tem um planejamento eficaz para conter os incêndios. Governadores de oposição criticam a falta de ações proativas, embora Lula evite mencionar diretamente esse ponto em seu discurso.
Para reforçar o protagonismo do Brasil no cenário ambiental global, Lula planeja anunciar o presidente da COP30, que ocorrerá em Belém em 2025, durante sua participação na ONU. A escolha seria um gesto estratégico para destacar compromissos positivos do Brasil enquanto o presidente se reúne com os principais líderes mundiais.
Até 13 de setembro de 2024, o Brasil contabilizou 180.137 focos de incêndio, representando 50,6% do total de incêndios na América do Sul. Esse número marca um aumento de 108% em comparação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 86.256 focos. O crescimento alarmante nos incêndios destaca a gravidade da situação ambiental no país e suas repercussões na biodiversidade e no clima regional.
Nos primeiros sete meses deste ano, mais de 5 milhões e 700 mil hectares foram queimados, representando um crescimento de 92% em relação ao ano anterior.
Os estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas e Tocantins estão liderando o aumento dos focos de queimadas. Em Mato Grosso, o aumento é especialmente significativo, chegando a 646%, com o número de focos saltando de 1.400 em 2023 para quase 10.700 em 2024. O Pará também registrou um crescimento notável, passando de 1.200 focos no ano passado para 6.200 este ano, um aumento de 415%.
O país enfrenta uma das piores secas de sua história, o que tem exacerbado os incêndios em diversas regiões. No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, as chamas consumiram cerca de 10 mil hectares de cerrado. Nesta segunda-feira, equipes de combate ao incêndio, com 45 brigadistas e dois aviões, estão trabalhando 24 horas por dia em duas frentes para controlar as chamas.
Até o momento, não há informações sobre a origem dos incêndios, conforme indicado pelo ICMBio. Goiás ocupa a 11ª posição no país em número de focos de queimada, com mais de 4.100 ocorrências. A Polícia Civil também investiga incêndios criminosos em dois municípios, resultando na prisão de três pessoas pela Polícia Militar no último sábado por atear fogo em áreas de mata nas cidades de Caldas Novas, Mineiros e Itumbiara.
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