Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PL) e chamar de "coisa terrível" e "perseguição" os processos contra o ex-presidente na Justiça brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil é um "país soberano" que não aceita "interferência ou tutela de quem quer que seja".
"A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros", disse o presidente em publicação no X (antigo Twitter) na qual não citou nem Donald Trump nem Jair Bolsonaro.
"Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito". O comunicado foi divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) no formato de nota à imprensa.
Nesta segunda-feira, 7 de julho, em publicação em sua rede social, a Truth Social, Trump pediu para que o Brasil "deixasse Bolsonaro em paz". O presidente americano descreveu Bolsonaro como um "líder forte, que realmente amava seu país". "Ele não é culpado de nada, exceto de ter lutado pelo povo", afirmou Trump.
A expressão de apoio a Jair Bolsonaro ocorre um dia depois de Trump anunciar tarifas adicionais a países que se alinharem ao que chamou de "políticas antiamericanas dos Brics".
O Brics é um fórum das principais economias emergentes do globo. O grupo reuniu-se no domingo (6), no Rio de Janeiro, para uma cúpula de sessões sobre temas variados. O congresso encerra nesta segunda-feira (7).
Jair Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, quando perdeu a recondução para Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brics não deixou de fazer a sua parte para a conservação do meio ambiente, enquanto "o negacionismo e unilateralismo corroem avanços e sabotam o futuro". De acordo com o petista, é preciso colocar o desenvolvimento sustentável no "centro do debate".
As declarações do ocorreram durante a abertura da sessão plenária "Meio Ambiente, COP 30 e Saúde Global", o último encontro da Cúpula dos Brics, o grupo de países que reúne as principais economias emergentes do mundo, como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A reunião acontece no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. Há a expectativa que, após o encontro, sejam publicadas duas resoluções sobre o tema da sessão.
O presidente afirmou também que o aquecimento global ocorre em ritmo mais acelerado do que previsto e destacou que, uma década após acordo de Paris, faltam recursos para transição justa.
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