Lula e Bolsonaro em debate eleitoral nas eleições de 2022. Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o silêncio no domingo, 23 de novembro, e falou pela primeira vez sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração ocorreu em Joanesburgo, na África do Sul, logo após o encerramento da Cúpula do G20. O tema dominou o debate político desde sábado (22), quando apoiadores do governo e da oposição reagiram à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula permaneceu em silêncio durante todo o sábado, mesmo diante das repercussões intensas nas redes sociais e dentro do Congresso. Agora, ao ser questionado por jornalistas, ele adotou um tom direto e afirmou que não comenta atos da Suprema Corte. Essa escolha reforçou um discurso que o petista vem repetindo desde o início do seu mandato: o de que o Executivo precisa respeitar a autonomia das instituições.
O presidente afirmou que a Justiça seguiu todos os ritos previstos ao longo do processo que investigou Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente teve acesso à presunção de inocência e acompanhou toda a investigação, que se estendeu por cerca de dois anos e meio. Lula lembrou que o período envolveu fases de apuração, delação premiada e julgamento, conduzidos com respaldo legal.
"A primeira coisa é que eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo direito à presunção de inocência, foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação e julgamento", disse Lula.
Ainda durante a entrevista, Lula ressaltou que a decisão que levou à prisão preventiva já está tomada e que cabe ao ex-presidente cumprir o que foi determinado. Ele falou de maneira objetiva, sem abrir margem para interpretações políticas sobre o tema. O presidente reforçou que a Justiça analisou o caso e agiu dentro das normas vigentes.
"A Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou. Todo mundo sabe o que ele fez", finalizou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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