Ciro Gomes e ACM Neto são as principais oposições a Lula nas eleições 2026 Fotos: José Cruz/Agência Brasil, Bruno Peres/Agência Brasil e Facebook/Reprodução
O presidente Lula (PT) pode enfrentar um cenário eleitoral mais desafiador no Nordeste em 2026. Diferente de 2022, quando o principal adversário era Jair Bolsonaro e enfrentava rejeição recorde, a região agora apresenta uma oposição mais estruturada, com líderes políticos locais capazes de atrair votos que antes se concentravam no presidente petista.
Nos principais estados nordestinos, políticos como Ciro Gomes (PSDB), ACM Neto (União Progressistas) e prefeitos de capitais podem desempenhar papel decisivo em 2026. A articulação em torno de um candidato que unifique essas forças locais pode gerar um “campo competitivo” que não existia nas eleições anteriores, quando Bolsonaro era o adversário.
Segundo analistas, a oposição ao PT no Nordeste tem hoje maior capilaridade e alianças estratégicas, o que pode reduzir a vantagem histórica de Lula na região, especialmente em estados onde o partido já apresenta desgaste.
Outro fator que pode complicar a situação de Lula é o desgaste de governos petistas em diversos estados do Nordeste. A população tem cobrado melhorias em áreas essenciais, como segurança, saúde e infraestrutura, e a percepção de falhas na gestão pode influenciar o voto, mesmo entre eleitores tradicionalmente alinhados ao PT.
Especialistas apontam que, enquanto Lula ainda mantém popularidade consolidada em áreas mais periféricas e rurais, a combinação de oposição articulada e insatisfação local pode tornar a eleição mais competitiva. A capacidade da oposição de concentrar esforços em torno de um candidato único, apoiado por líderes regionais, será crucial para desafiar a hegemonia petista.
Enquanto Lula aposta na continuidade das políticas sociais que marcaram seu governo e o de Dilma Rousseff, a oposição tende a explorar a narrativa de renovação e eficiência administrativa, tentando consolidar votos em capitais e grandes centros urbanos.
Em resumo, o Nordeste em 2026 não deve repetir o mesmo cenário de 2022: a combinação de líderes fortes na oposição, possíveis alianças estratégicas e desgaste de gestões petistas cria um ambiente eleitoral mais competitivo e incerto, que exigirá esforço extra do PT para manter sua hegemonia histórica na região.
Nas eleições de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou vitórias expressivas em todos os estados do Nordeste, região que representa uma fatia significativa do eleitorado brasileiro. Entretanto, a eleição de 2026 apresenta um cenário diferente, com líderes regionais fortes capazes de atrair votos em redutos históricos do PT.
Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e ex-ministro, é um dos políticos nordestinos com maior potencial de impacto. Com base consolidada no Ceará, Ciro também mantém relevância em outros estados da região, especialmente entre eleitores urbanos e de classe média, que podem se sentir atraídos por sua narrativa de “renovação política” e experiência administrativa. Seu perfil e discurso crítico ao PT pode tirar votos de Lula em centros urbanos e eleitorados mais jovens, especialmente onde o PT não apresenta governança tão consolidada.
Por outro lado, ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador e político com forte influência na Bahia, representa outro desafio para o ex-presidente. A Bahia foi um dos estados onde Lula obteve percentuais históricos em 2022, mas a popularidade de ACM Neto e sua capacidade de construir alianças locais podem reduzir a margem do PT no estado, especialmente se conseguir unificar forças de prefeitos e lideranças regionais em torno de um candidato competitivo.
Além de Ciro e ACM Neto, outros líderes regionais, como prefeitos de capitais e governadores do Nordeste, podem se articular para formar blocos eleitorais capazes de concentrar votos, o que não ocorreu em 2022, quando Bolsonaro enfrentava rejeição elevada e não havia oposição consolidada regionalmente. Essa mobilização estratégica tem potencial de dividir o eleitorado do PT em redutos grandes, criando um cenário mais competitivo para Lula.
Em resumo, embora Lula ainda conte com uma base sólida no Nordeste, a presença de Ciro Gomes, ACM Neto e outras lideranças locais representa um risco real de erosão do voto petista, principalmente em áreas urbanas e eleitorados historicamente mais inclinados a políticas de alternância ou crítica administrativa. A eleição de 2026 no Nordeste promete ser mais disputada do que a de 2022, com desafios estratégicos que o PT precisará enfrentar para manter sua hegemonia.
O desempenho no Nordeste foi crucial para a vitória de Lula no segundo turno, já que a região representa uma parcela significativa do eleitorado brasileiro e historicamente tende a apoiar candidatos do PT. Fatores que ajudaram nesse resultado incluíram:
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