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Lula é declarado "persona non grata" em moção de repúdio em cidade brasileira; veja motivo

A ação de nº 7/2025, recebeu 11 votos favoráveis e apenas um contrário.

Gabriel Alves

07 de abril de 2025 às 08:45   - Atualizado às 09:03

Lula.

Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Câmara Municipal de Itajaí, em Santa Catarina, aprovou na última terça-feira, 1º de abril, uma moção de repúdio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarando-o “persona non grata” no município. A moção nº 7/2025, de autoria do vereador Victor Nascimento (PL), recebeu 11 votos favoráveis e apenas um contrário.

Segundo o autor do documento, a principal motivação para o repúdio foi a retirada da gestão portuária de Itajaí, que, até então, estava sob controle municipal.

“A retirada do porto da gestão municipal foi um ato de revanche política em face da vitória da direita. O Porto de Itajaí foi o único no país com a gestão municipalizada desde a década de 1990. Trata-se de um convênio que rendeu diversos frutos para o município. A gestão foi passada para a Autoridade Portuária de Santos (APS), ou seja, um concorrente direto aos interesses locais”, afirma o texto da moção.

Além disso, o documento aponta “descaso com a sociedade itajaiense” e “desrespeito ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL)”, como motivos adicionais para a medida.

A moção também critica o Governo Federal por apoiar ditadores e grupos terroristas, além de apontar problemas como a política cambial, o descontrole das contas públicas, a inflação elevada e a perda do poder de compra da população.

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O texto conclui afirmando:

“Itajaí não compactua com aqueles que apoiam ditadores como o presidente da Venezuela, presidente de Cuba, presidente da Nicarágua, líderes da República Democrática do Congo, Etiópia e outros”.

Rejeição ao governo Lula

Apesar da popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter parado de cair, a gestão ainda não se recuperou do tombo histórico atingido no terceiro mandato do petista e registrado em fevereiro pelo Datafolha, quando aprovação caiu de 35% para 24%.

No cenário geral do novo levantamento divulgado última nesta sexta (4), 4,38% consideram o governo como ruim ou péssimo, ante 29% que avaliam a gestão como ótima ou boa.

Quando os números são avaliados conforme a religião que o eleitor diz seguir, os católicos estão divididos entre os que consideram que Lula está fazendo um bom trabalho, e os que acham o oposto - com 34% de cada, enquanto 32% considera o governo regular.

O presidente tem tentado se aproximar do público religioso também como forma de melhorar a popularidade. No mês passado, em um evento de inauguração de uma barragem no Rio Grande do Norte, Lula convidou um arcebispo para rezar "Pai Nosso" e, no mesmo evento, atacou Jair Bolsonaro (PL) dizendo que o ex-chefe do Executivo mentia ao falar que era religioso, porque "não se usa o nome de Deus em vão".

Entre os evangélicos, grupo historicamente mais bolsonarista, 49% considera o governo do petista ruim ou péssimo, enquanto 19% avalia com bom ou ótimo. Os números oscilaram levemente comparados ao último levantamento, quando 48% reprovavam e 21% aprovavam a gestão.

Entre os segmentos dos entrevistados, somente os eleitores do Nordeste mantém a avaliação positiva do governo maior que a negativa, com 38% de aprovação, ante 26% de reprovação.

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