03 de dezembro de 2023 às 09:01
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 3 de dezembro, que o referendo na Venezuela sobre a anexação da região de Essequibo, na Guiana, 'obviamente vai dar ao Maduro o que ele quer'
“Eu conversei com o presidente da Guiana por telefone já duas vezes. O Celso [Amorim] já foi na Venezuela conversar com Maduro. Tem hoje um referendo que obviamente vai dar ao Maduro o que ele quer. Um chamamento ao povo para aumentar o seu território”, disse Lula a jornalistas em Dubai, antes de embarcar para a Alemanha.
O presidente ainda afirmou que a América do Sul "não precisa de confusão" e espera que o "bom senso prevaleça" nessa situação.
“O que a América do Sul não está precisando é de confusão. Não se pode ficar pensando em briga. Espero que o bom senso prevaleça, do lado da Venezuela e da Guiana.”
O território de 160 mil km² com uma população de 120 mil pessoas é alvo de disputa pelo menos desde 1899, quando esse espaço foi entregue à Grã-Bretanha, que controlava a Guiana na época. A Venezuela, no entanto, não reconhece essa decisão e sempre considerou a região “em disputa”.
Em 1966, as Nações Unidas intermediaram o Acordo de Genebra – logo após a independência da Guiana –, segundo o qual a região ainda está “por negociar”. Existem estimativas que a região dispõe de bilhões de barris de petróleo.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, disse na última quinta-feira (30) que o governo Lula acompanha com preocupação a disputa na região.
Guiana entrou com uma liminar na CIJ para suspender o referendo deste domingo (3). Porém, a Venezuela não reconhece a jurisdição da Corte Internacional nesse caso e evoca o Acordo de Genebra de 1966 como único instrumento válido para resolver a controvérsia.
Em setembro deste ano, segundo a Reuters, a Venezuela protestou contra uma rodada de licitações de petróleo realizada pela Guiana, dizendo que as áreas marítimas que devem ser exploradas por multinacionais como Exxon Mobil (Estados Unidos e TotalEnergies (França) são objeto da disputa entre os países.
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