Lula e Bolsonaro durante debate. Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 29 de agosto, que não pretende acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros réus do chamado "núcleo crucial" na ação sobre tentativa de golpe de Estado.
"Tenho coisa melhor para fazer", disse em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG).
O julgamento da ação penal do golpe pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) terá início na próxima terça-feira, 2, e tem sessões marcadas ao longo de duas semanas
Lula disse que o que está em análise na Corte não é a "figura" de Bolsonaro.
"É o comportamento desse cidadão, que foi presidente da República, em função das denúncias e delações feitas e das provas apuradas pela Polícia Federal. São os autos do processo que vão ser julgados. Se ele cometeu o crime, ele vai se punido. Se ele não cometeu, ele será absolvido e a vida continua", afirmou.
O presidente também reprovou a articulação de parlamentares pela aprovação de um projeto de anistia que poderia beneficiar Bolsonaro.
"É uma coisa tão impertinente. Ninguém foi ainda condenado. O homem não foi nem ainda julgado", disse.
Segundo Lula, cabe ao ex-presidente apresentar provas na defesa para provar sua inocência.
"Ele que se defenda e prove que é mentira", afirmou.
A proposta de anistia, uma das prioridades da oposição, segue parada na Câmara dos Deputados.
O presidente comentou ainda o pedido do filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para seguir exercendo seu mandato mesmo morando nos Estados Unidos. Ele voltou a defender a cassação do parlamentar.
"Eu já falei com o presidente (da Câmara) Hugo Motta, com vários deputados, que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro porque ele vai passar para a história como o maior traidor deste País", disse.
"Ele sai do Brasil e vai para os Estados Unidos ficar mentindo sobre o Brasil. Porque as acusações que o (presidente americano Donald) Trump fez ao Brasil para fazer a taxação são todas inverídicas", afirmou Lula.
Estadão Conteúdo
07:09, 05 Out
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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