Presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu na quinta-feira, 30 de julho, ter dificuldade para indicar um sucessor. O petista disse que decidiu disputar um quarto mandato porque não há hoje nenhum nome capaz de "derrotar a extrema direita" nas eleições de 2026.
"Acontece que tem momentos na política e no futebol que você não tem a quantidade de craque que você queria", afirmou o presidente em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, no YouTube.
Lula disse, porém, que não desistiu de formar sucessores. Ele citou as candidaturas de Dilma Rousseff, pelo partido dos trabalhadores, em 2010, e de Fernando Haddad, em 2018, como exemplos.
Segundo o presidente, novos nomes do partido podem surgir daqui a quatro anos, a partir das eleições estaduais de 2026.
Lula afirmou, ainda, que não queria ser candidato neste ano. "Meu desejo, se eu pudesse, era descansar com a minha namorada, com a minha Janjinha (a primeira-dama). Mas é o seguinte, eu não vou deixar a extrema direita voltar. A verdade é que no momento hoje não tem ninguém para poder derrotar essa gente", disse o presidente.
Lula declarou que sua forma física está melhor do que quando tinha 57 anos e venceu sua primeira eleição. O petista tem 80 anos e deve ter como principal adversário na campanha à reeleição o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 45 anos.
Aliados do presidente preveem que a diferença de idade pode ser um tema da campanha eleitoral. Em março, Flávio se referiu a Lula como um "Opala velho", em referência ao carro da Chevrolet lançado em 1968.
A estratégia petista para enfrentar críticas etaristas vai passar, como mostrou a Coluna do Estadão, por reforçar a ideia de vigor físico de Lula para mais quatro anos de mandato e a "experiência" para encarar situações difíceis.
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Na ocasião, os ministros vão analisar os diálogos entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, e decidir se ele deve ser investigado.
Segundo nota divulgada pela assessoria do candidato, ele precisou receber medicação intravenosa.
O senador questiona os fundamentos para a ação e alega que a motivação seria ele ter ultrapassado o atual presidente Lula (PT) nas pesquisas.
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