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Lula cria cargos em estatais para aliados e familiares, custando R$ 206 milhões por ano

Desde o início do terceiro mandato o governo Lula criou 273 novos cargos em estatais para ocupação por indicações políticas ligadas ao PT e seus aliados.

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03 de julho de 2025 às 16:50   - Atualizado às 16:57

Lula cria cargos em estatais para aliados e familiares

Lula cria cargos em estatais para aliados e familiares Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)

Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em janeiro de 2023, o governo federal criou 273 novos cargos em estatais para ocupação por indicações políticas ligadas ao PT e seus aliados. Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, esses cargos em estatais representam um custo anual estimado em R$ 206 milhões, gerando intensa discussão sobre os impactos da expansão na gestão pública e na eficiência dessas empresas.

As nomeações atingiram 16 estatais, entre elas o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Dataprev, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Telebras. No GHC, que é referência para o Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul, o número de cargos comissionados saltou de 16 para 69, um crescimento de 331%. Embora a justificativa oficial seja a ampliação dos serviços, o histórico das contratações aponta para um uso político intenso, com nomes ligados ao PT.

A Dataprev, responsável por dados sensíveis do governo federal, ampliou seus cargos em estatais de 33 para 93, 181% a mais. Entre os indicados estão militantes e parentes de deputados petistas. No BNDES, o aumento permitiu a contratação de assessores com salários que ultrapassam o teto constitucional, chegando a R$ 60 mil mensais, segundo fontes oficiais.

Além disso, a Telebras criou três novos cargos em dezembro de 2023, contrariando decisões judiciais que recomendavam a reversão de indicações políticas para preservação do quadro técnico. A estatal planeja elevar o total de cargos comissionados de 56 para 88, cerca de 19% do quadro funcional, uma proporção muito superior à média de 5% observada em outras estatais.

O governo defende que a criação dos cargos em estatais tem caráter “restrito, pontual e residual”, representando apenas um em cada 314 funcionários ativos. Entretanto, especialistas e opositores alertam para riscos de apadrinhamento político, perda de eficiência e falta de transparência na gestão pública.

O debate sobre os cargos em estatais revela a tensão entre a necessidade de controle político e a importância da gestão técnica e meritocrática nas empresas públicas. Com o crescimento acelerado desses cargos, cresce também a pressão para que o governo busque um equilíbrio entre as demandas políticas e a boa governança.

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