Presidente Lula, Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin. Foto: Montagem/Divulgação
O presidente Lula convocou os chefes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, e da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para cobrar explicações sobre uma operação de espionagem contra autoridades do Paraguai.
Em depoimento à Polícia Federal, um agente da Abin afirmou que usou uma ferramenta para desenvolver um aplicativo capaz de invadir computadores do governo do Paraguai. O objetivo era obter informações sobre a negociação envolvendo a venda de energia pela usina de Itaipu, que é dividida entre o Brasil e o país vizinho. As declarações do agente foram reveladas pelo portal UOL.
O servidor confirmou que entre os alvos da Abin estavam o presidente paraguaio, o presidente do Senado e autoridades relacionadas diretamente à negociação e os valores a serem cobrados por megawatt, medida da taxa de produção ou consumo de energia.
A espionagem foi autorizada no momento em que os dois países tratavam sobre o reajuste no valor pago pelo Brasil sobre a parte da energia produzida em Itaipu, de responsabilidade paraguaia. Ainda de acordo com o depoimento do agente à PF, a ação obedeceu a solicitação do chefe da Abin no governo de Jair Bolsonaro.
No entanto, segundo o agente, a espionagem também obteve aval de Luiz Fernando Corrêa, atual chefe da Abin, que assumiu o cargo em 2023. O Itamaraty afirma que a ação foi suspensa em março de 2023, no início da atual gestão.
Os servidores da Abin planejam divulgar, ainda nesta quinta-feira, 17 de abril, um pedido público de exoneração de Luiz Fernando Corrêa. A mobilização é liderada pela União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis), que acusa Corrêa de não defender a agência, não preparar um sucessor da carreira e de não conseguir dinheiro para os trabalhos do órgão. Segundo a entidade, o orçamento é menor em 14 anos, e Corrêa não foi capaz de obter verbas por meio de emendas parlamentares.
Os profissionais apontam ainda que o diretor não têm condições políticas para permanecer no cargo e acusam Corrêa de deslegitimar o trabalho da inteligência.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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