O deputado voltou a ser mencionado como opção para ocupar um ministério no governo.
04 de março de 2025 às 18:20 - Atualizado às 18:31
Lula quer transformar Guilherme Boulos em Ministro; PT resiste Foto: Ricardo Stuckert/PR
O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) voltou a ser mencionado como opção para ocupar um ministério no governo Lula.
De acordo com informações apuradas pela CNN, o deputado federal poderia ocupar a Secretaria-Geral da Presidência da República (PGR).
No entanto, a avaliação é de que Boulos poderia melhorar a interação com movimentos sociais. aliados do presidente resistem.
Porém, uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) defende que a chamada “cozinha do Planalto” permaneça nas mãos do partido.
Na atualidade, a Secretaria-Geral da Presidência é ocupada por Márcio Macedo. Ex-tesoureiro da campanha de Lula, no entanto, o ministro tem sido alvo de críticas do próprio chefe de estado por conta de eventos esvaziados.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, escolheu a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para ser a ministra de Relações Institucionais (SRI) no lugar de Alexandre Padilha, anunciado como próximo ministro da Saúde.
A decisão de Lula é considerada uma reviravolta. Até poucos dias atrás, o mundo da política dava como certo que Gleisi assumiria a Secretaria-Geral da Presidência da República no lugar de Márcio Macêdo.
A informação foi confirmada em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) na última sexta-feira, 28. Segundo o comunicado, o presidente se reuniu com Gleisi nesta sexta pela manhã e a convidou para o cargo.
"Gleisi vai substituir o atual ministro da SRI, Alexandre Padilha, que foi recém-indicado para o Ministério da Saúde. A posse da nova ministra está marcada para o dia 10 de março", disse a Secom.
A presidente do PT passou a se posicionar para assumir a articulação política do governo há poucos dias. A reportagem ouviu especulações sobre seu nome pela primeira vez na última sexta-feira, 21, mas ainda como uma possibilidade muito remota. O nome da presidente do PT cresceu nesta semana, mesmo Lula sendo desaconselhado de indicar a aliada para o cargo.
Contudo, a entrada de Gleisi Hoffmann na SRI também era tratada com ceticismo em Brasília porque a presidente do PT demonstrou ter perfil combativo nos últimos anos, enquanto a área exigiria um perfil de negociação mais flexível.
Sobretudo, Gleisi é presidente do PT desde 2017 e esteve à frente do partido em alguns de seus momentos mais críticos. A posição a fez ganhar fama de sectária.
Novo polo de poder
A ida de Gleisi Hoffmann para o Planalto também cria um novo polo de poder no Palácio do Planalto.
Sendo assim, a principal força política no governo abaixo de Lula consiste nos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom), ambos vindos da Bahia e aliados de longa data. Na avaliação de petistas, Gleisi tem tamanho suficiente para contrariá-los, se achar necessário.
Ao longo de todo o governo, Gleisi Hoffmann expôs divergências com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Portanto, aliados da petista costumam dizer que, como presidente do partido, ela tinha a obrigação de tentar puxar o governo para a esquerda, daí às falas que contrariavam a política de Haddad.
Contudo, há uma avaliação de que a disciplina que exige um cargo no primeiro escalão do governo fariam as divergências entre Gleisi e o ministro da Fazenda diminuírem.
Um sinal nesse sentido foi dado pela própria petista no fim de semana, durante a festa de 45 anos da legenda.
Ela deu os parabéns a Haddad por seu trabalho na área fiscal.
''O desequilíbrio orçamentário, estamos resolvendo. Colocando um compromisso com as contas públicas. Nós estamos promovendo uma dos maiores ajustes fiscais da história desse país", disse ela em discurso.
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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