Donald Trump e Nicolás Maduro. Foto: Reprodução
O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que movimentos populares da América Latina estão se organizando para enviar brigadas de militantes à Venezuela.
A iniciativa busca demonstrar solidariedade ao governo do ditador Nicolás Maduro e ao povo venezuelano diante das ameaças de intervenção militar dos Estados Unidos.
Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, Stédile explicou que as articulações já começaram e que as primeiras reuniões entre organizações sociais da região estão em andamento.
"Nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano", afirmou.
A decisão foi discutida durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, realizado em Caracas na última semana. O encontro reuniu delegações de 65 países e tratou de temas como soberania, meio ambiente e autodeterminação dos povos latino-americanos.
Segundo o líder do MST, a proposta se inspira na mobilização internacionalista ocorrida durante a Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939, quando militantes de diversos países se uniram para defender a República.
"Se vamos entrar em combate? Claro que não! Não temos formação militar para isso e nem devemos. O povo venezuelano sabe se defender, mas nós, com os militantes, podemos fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados até estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos EUA", explicou.
O dirigente do MST também fez críticas diretas ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Stédile, o governo americano retomou uma “ofensiva golpista” contra Nicolás Maduro.
"É um misto de maluco com fascista. Ele acha que, com a força bruta, pode derrubar o governo Maduro e entregar de mão beijada para María Corina [principal líder da oposição na Venezuela]", afirmou.
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