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STM condena sete agentes das Forças Armadas por desviar alimentos de colégio militar no Recife

Conforme a sentença, um capitão, três sargentos, dois cabos e um soldado do Exército deverão cumprir penas que variam entre 5 e 7 anos de prisão.

Ricardo Lélis

07 de março de 2025 às 19:53   - Atualizado às 19:53

Colégio Militar do Recife.

Colégio Militar do Recife. Foto: Divulgação

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou sete militares das Forças Armadas pela participação em um esquema de desvio de alimentos em uma escola militar localizada em Recife. O julgamento ocorreu no dia 25 de fevereiro deste ano. 

O caso foi denunciado após a divulgação de um vídeo no qual os militares foram flagrados colocando caixas de carnes e outros alimentos em viaturas e carros particulares após o horário de expediente.

De acordo com a investigação, o esquema começou a operar em 2016 e contou com a cooptação de militares de baixa patente para realização dos desvios, que somaram R$ 69,5 mil e 150 quilos de carne desviados.

Conforme a sentença, um capitão, três sargentos, dois cabos e um soldado do Exército deverão cumprir penas que variam entre 5 e 7 anos de prisão. Os acusados não tiveram os nomes divulgados.

Além de pena de prisão, o capitão vai responder a um processo que pode terminar na perda do cargo por indignidade e incompatibilidade com o oficialato. Os demais réus receberam como pena acessória a exclusão das Forças Armadas.

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Agência Brasil

Mulher condenada por enganar o Exército

O STM negou o recurso de Ana Lucia Umbelina Galache de Souza, condenada por fraudar documentos para se passar por filha de um tio-avô, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial.

A fraude permitiu que ela recebesse pensão militar por 33 anos, somando um prejuízo de R$ 3,7 milhões aos cofres públicos.

A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Ana Lucia, argumentou que não houve intenção criminosa, já que o registro como filha do militar foi realizado quando ela era menor de idade.

No entanto, a corte, por unanimidade, manteve a condenação da Justiça Militar de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o processo, a fraude teve início em 1988, quando Ana Lucia alterou sua documentação para incluir o sobrenome Zarate, declarando-se filha de Vicente Zarate, seu tio-avô e ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Com os novos documentos, que incluíam uma nova identidade e CPF, ela solicitou a habilitação como pensionista na Seção do Serviço de Inativos e Pensionistas (SSIP 9) do Exército.

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