Érika Souza levou o tio morto, na cadeira de rodas, para fazer um empréstimo de 17 mil reais em uma agência bancária.
02 de maio de 2024 às 10:40 - Atualizado às 12:03
Mulher levou cadáver do tio para banco. Montagem: Portal de Prefeitura Mulher levou cadáver do tio para banco. Montagem: Portal de Prefeitura
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura de Érika Souza, sobrinha de Tio Paulo, o idoso que foi levado, já morto, para solicitar um empréstimo no banco.
Nesta quinta-feira, 2 de maio, a juíza Luciana Mocco, da 2ª Vara Criminal de Bangu, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), tornando Érika ré por tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver.
No entanto, a magistrada atendeu a uma solicitação da defesa da ré e revogou sua prisão preventiva, permitindo que ela aguarde o processo em liberdade.
RELEMBRE O QUE ACONTECEU:
Na tarde da terça-feira, 16 de abril, Érika Souza levou o tio morto, na cadeira de rodas, para fazer um empréstimo de 17 mil reais em uma agência bancária de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Funcionários do banco suspeitaram da atitude de Érika de Souza Vieira Nunes e chamaram a polícia. O Samu foi ao local e constatou que o homem, identificado como Paulo Roberto Braga (Tio Paulo), de 68 anos.
A polícia vai investigar a mulher que levou um idoso morto a uma agência bancária em busca de um empréstimo por homicídio culposo.
Em outras palavras, o crime se configura quando alguém contribui para a morte, porém, sem a intenção de matar.
A Agência Brasil confirmou as informações diretamente com a Polícia Civil. Agentes também estão conduzindo diligências para investigar a responsabilidade da sobrinha.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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