Durante o interrogatório, Maria Natália admitiu ter efetuado o disparo, e foi autuada por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe ou fútil.
Juiz Carlos Eduardo, de Ouricuri e esposa suspeita de atirar nele. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A Justiça de Pernambuco converteu em prisão preventiva a detenção de Maria Natália da Silva Tavares, 33 anos, suspeita de atirar no juiz Carlos Eduardo Mathias, da comarca de Ouricuri, no Sertão. O crime ocorreu na manhã desta quinta-feira, 27 de novembro. Após a decisão, ela será encaminhada para uma unidade prisional definida pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seres).
Durante o interrogatório, Maria Natália admitiu ter efetuado o disparo, e foi autuada por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe ou fútil, segundo a Polícia Civil.
No local da ocorrência, foram apreendidas duas pistolas, munições de diferentes calibres, carregadores, celulares e um certificado de registro de arma de fogo. O material recolhido será analisado para auxiliar nas investigações sobre as circunstâncias e a motivação do ataque.
O Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE) encontrou o magistrado caído no quarto, com sangramento intenso e um pano pressionando a região do peito. À equipe, ele afirmou que a companheira havia sido a responsável pelo disparo. O juiz foi levado para um hospital de Ouricuri, onde passou por cirurgia.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que nenhum órgão vital foi atingido e que o estado de saúde é estável. O magistrado permanece internado na cidade por escolha própria.
De acordo com o depoimento de um policial civil que participou da ocorrência, a suspeita relatou que atirou após uma discussão. Ela disse ainda que, na véspera do crime, havia descoberto uma suposta traição.
Logo após ser baleado na região do tórax, o juiz gravou um vídeo afirmando que a esposa, Maria Natália Tavares, foi a autora do disparo.
“Por favor, pede socorro. Natália acabou de me dar um tiro. Está cheio de sangue. Ela deu um tiro no meu peito. Foi a Natália que atirou”, disse o juiz na gravação.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
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