Fernando Sastre. Fernando Sastre.
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé, na madrugada deste sábado, 11 de maio, no interior de São Paulo. A unidade é conhecida por abrigar detentos em casos de grande repercussão, como o ex-jogador Robinho.
Fernando, motorista do Porsche envolvido em um acidente que resultou na morte de um homem e ferimentos em seu amigo, deu entrada na penitenciária às 0h45. A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Como procedimento padrão, Fernando ficará isolado dos demais detentos e permanecerá em uma cela individual de aproximadamente oito metros quadrados durante o período de inclusão, que dura cerca de dez dias.
A transferência de Sastre, que estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos 2 desde terça-feira, na Grande São Paulo, foi autorizada durante a semana pela Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o habeas corpus para Fernando na terça-feira (7). Embora tenha negado o pedido de liberdade, concordou com a transferência para uma unidade prisional mais segura.
Os advogados do motorista sugeriram a Penitenciária 2 de Tremembé devido a "ameaças" externas que Fernando teria recebido durante a investigação policial.
Fernando havia sido preso na segunda-feira (6) após se entregar à polícia, sendo anteriormente procurado durante três dias enquanto estava foragido.
Ele é réu no processo acusado de homicídio por dolo eventual e lesão corporal gravíssima. O acidente ocorreu no dia 31 de março na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, quando Fernando, dirigindo a 114,8 km/h, colidiu na traseira de um Renault Sandero. Se condenado, sua pena pode ultrapassar 20 anos de prisão.
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Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado pela morte de Ornaldo da Silva Viana e pelas lesões causadas a um passageiro. A defesa recorreu da decisão.
No documento que em que expediu a prisão, o juiz Albérides Nicéas de Albuquerque Filho especifica que Emerson infringiu o artigo 158 do Código Penal, que versa sobre a prática de extorsão.
A decisão foi tomada por maioria pela Segunda Seção do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), após a defesa recorrer de decisões anteriores que haviam negado parte dos pedidos.
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