Vídeo compara petistas a usuários de drogas Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou a exclusão de um vídeo publicado no perfil oficial do Partido Liberal (PL).
A gravação, feita com uso de inteligência artificial, foi publicada em 12 de julho e retrata apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) como "viciados em PT", em analogia a usuários de drogas.
A decisão tem caráter liminar e atende a uma ação movida pelo PT contra o PL e a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook. A peça não está mais disponível nas duas redes sociais O PL foi procurado, e o Estadão aguarda um retorno.
Na decisão, a 2ª Vara Cível de Brasília avaliou que o material ultrapassou os limites da liberdade de expressão, configurando abuso e ofensa à honra do PT.
O juiz classificou a propaganda como "grotesca" e "despida de qualquer propósito construtivo de cidadania". As informações foram publicadas pelo jornal O Globo
O material mostra entrevistas fictícias, com declarações como "fui usuário do PT por dez anos" e "o petismo acaba com a vida das pessoas". Um dos personagens, identificado como "Enzo Albuquerque, ex-militante", diz estar "há seis meses limpo".
O vídeo associa a legenda petista à corrupção, aumento de impostos e "roubo da aposentadoria dos idosos".
"Chega de defender quem só destrói o Brasil! A verdade liberta. O país está em colapso. A culpa é do Lula", diz a legenda. Segue-se, então, o aviso: "Este conteúdo é uma sátira. Para caso real de dependência química, busque ajuda pelo 132".
A Meta foi obrigada a remover o conteúdo em até três dias, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a 20 dias.
Estadão Conteúdo
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21:04, 03 Ago
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O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
O magistrado avaliou que as declarações de Vieira, durante entrevista em março deste ano, foram interpretadas de forma equivocada pelos autores do processo.
Segundo a decisão, a declaração extrapolou os limites da crítica política ao estabelecer uma relação entre a sigla e o tráfico de drogas sem apresentar elementos que sustentassem a afirmação.
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