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Justiça condena jovem que planejou atacar escola no Agreste de Pernambuco

Na sentença, o juiz fixou a pena em 2 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de disseminação de discurso de ódio nas redes sociais, incitação à violência e outros.

Ricardo Lélis

05 de fevereiro de 2026 às 08:33   - Atualizado às 08:33

Arma nas escolas.

Arma nas escolas. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou um jovem de 18 anos acusado de planejar um ataque à antiga escola onde estudou, no município de Cachoeirinha, no Agreste do estado.

A defesa sustenta que ele é inocente, alegando que agiu por curiosidade e que jamais cometeria o atentado.

Na sentença, o juiz fixou a pena em 2 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de disseminação de discurso de ódio nas redes sociais, incitação à violência, apologia à autolesão, suicídios, massacres escolares e violência extrema.

Como o acusado já cumpriu mais de seis meses de prisão preventiva, foi determinado o cumprimento da pena em regime aberto. Ele também está proibido de utilizar a internet e deverá manter distância mínima de 300 metros de escolas públicas ou privadas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), entre 16 de junho de 2025 e 8 de julho de 2025, a partir de sua residência em Cachoeirinha, o réu praticou, induziu e incitou discriminação e preconceito de raça, etnia e religião por meio da rede social X, antigo Twitter. No mesmo período, ele também teria feito apologia pública a fatos criminosos e a autores de crimes.

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As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Investigação Cibernética do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPPE. Segundo o núcleo, o denunciado utilizava perfis com referência ao termo "estuprador" e ao número 1488, "notória saudação neonazista".

Ainda conforme a apuração, ele adotava o nome de exibição "Sapirman", em alusão a um autor de tiroteio em massa nos Estados Unidos. Em 16 de junho de 2025, o réu publicou a frase "I want to use this account to publicize my attack" ("Quero usar esta conta para divulgar meu ataque").

Em mensagens posteriores, escreveu que precisava planejar uma maneira de chamar atenção e citou autores de massacres escolares ocorridos em 2024 e 2025.

Para o MPPE, "Tal postagem configura clara apologia aos crimes cometidos (...) [por] autores de massacres escolares que resultaram em diversas mortes, exaltando seus atos e manifestando o desejo de obter notoriedade da mesma forma".

O Ministério Público informou ainda que a análise do celular do acusado "revelou conversas alarmantes na plataforma TikTok, que demonstram que [o acusado] estava planejando cometer um atentado extremista". O órgão acrescenta: "Inclusive, ele já havia escolhido o alvo: sua antiga escola".

Em 19 de junho de 2025, o réu escreveu:

"Em breve eu tbm irei realizar o meu ataque".

Na mesma data, publicou que queria matar a própria mãe. Já em 5 de julho, afirmou "I'm planning to attack my old school" ("Estou planejando atacar minha antiga escola") e, segundo o MPPE, demonstrou receio de "falhar e não ficar famoso" em conversa com outro usuário.

A perícia também encontrou no celular mais de 3 mil imagens de armas de fogo e mais de mil imagens de facas. No histórico de navegação, foram identificados acessos a páginas com temas como "como fazer um massacre", "como transmitir ao vivo" e "como comprar uma arma".

O MPPE relata ainda que, de forma informal, a mãe do investigado afirmou que o filho vivia "a aperreando por uma arma" e que "vive isolado, não se relaciona com ninguém, largou os estudos e se trancou em casa, fazendo uso do celular".

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