A audiência do ex-presidente segue sob forte repercussão política e jurídica, dividindo opiniões dentro e fora do país.
26 de março de 2025 às 09:51 - Atualizado às 09:51
Teresa Leitão e Coronel Feitosa. Arte: Portal de Prefeitura
Dois políticos pernambucanos, de ideologias opostas, se manifestaram na terça-feira, 25 de março, sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no caso em que é acusado de tentativa de golpe.
No Senado, a senadora Teresa Leitão (PT) classificou o julgamento como “um marco para a democracia brasileira” e fez referência aos 61 anos do golpe militar de 1964.
“A ditadura deixou marcas profundas e ensinamentos que não podem ter sido em vão”, afirmou a parlamentar.
Segundo ela, "não é possível defender anistia para quem planeja ações eficazes contra a democracia. Este julgamento vai além do aspecto processual: representa a reafirmação dos valores democráticos do Brasil".
Já na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Alberto Feitosa (PL) criticou o julgamento, classificando-o como um “atentado à democracia e à Justiça”. Para Feitosa, o processo é lento de forma irregular, concentrando poder nas mãos de um único magistrado.
“Este julgamento é um verdadeiro atentado à democracia e à própria justiça brasileira. Muitos magistrados e membros do Ministério Público devem estar envergonhados por uma farsa forjada por um um juiz que nem juiz natural é que se arvorou como dono da legislação brasileira em que figura como responsável por todas as atividades do judiciário, sendo investigador, promotor, delegado, juiz e vítima no mesmo processo e ainda escolhe o foro de julgamento, no caso a 1ª turma, causando constrangimento aos próprios colegas como foi o caso do ministro Luis Fux. Sua atitude mancha o judiciário brasileiro e deixa uma péssima impressão para o mundo que acompanha o que acontece hoje em nosso país”. declarou.
O julgamento do ex-presidente segue sob forte repercussão política e jurídica, dividindo opiniões dentro e fora do país.
Celso Vilardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, questionou as mudanças de interpretação sobre a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar o caso.
Segundo ele, ainda que o STF fosse considerado competente, o processo deveria ser analisado pelo Plenário, e não pela Primeira Turma, já que, à época dos fatos, Jair Bolsonaro ocupava o cargo de presidente - o que, de acordo com o regimento interno da Corte, segundo ele, exigiria julgamento pelo Plenário
O defensor também afirma que não teve acesso à integridade das mídias coletadas pela investigação, o que inviabiliza o exercício da defesa.
"Se eu não tenho a mídia completa, não seria o caso, nesse momento de preliminares, de solicitar a cadeia de custódia das provas?", disse o advogado de Bolsonaro.
Para Vilardi, o acesso somente ao relatório da PF e à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) refere-se ao "recorte da acusação", enquanto "a defesa (também) tem o direito a fazer seu próprio recorte".
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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