João Campos, presidente nacional do PSB. Foto: Cláudio Reis/Divulgação PSB
Neste domingo, 21 de setembro, o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, usou as redes sociais para se posicionar contra a PEC da Blindagem, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados.
A proposta amplia a proteção parlamentar contra investigações criminais, mas tem gerado forte reação de setores do Judiciário, especialistas e parte da classe política.
Mesmo com a maioria da bancada federal do PSB votando a favor do texto, incluindo seu irmão e deputado Pedro Campos, o prefeito afirmou não ter orientado os parlamentares a aprovarem a medida.
“Sou totalmente contrário à PEC da Blindagem. Não votei e não orientei a bancada do PSB na Câmara. A minha posição é muito direta: sem blindagem e sem anistia a quem cometeu crimes contra a democracia”, escreveu o gestor municipal.
João Campos também destacou que já conversou com o líder do PSB no Senado, Cid Gomes, para que a atuação da legenda na Casa seja de oposição total à PEC. Segundo o gestor da capital pernambucana, o partido vai se colocar 100% contra no próximo estágio de tramitação.
O prefeito recifense frisou ainda que não compactua com a ideia de blindagem a presidentes de partido, função que ele mesmo exerce atualmente. Para João Campos, medidas que afastam líderes de sigla ou parlamentares da possibilidade de investigação fragilizam a confiança da população na democracia.
"Hoje é um dia de mobilização e quero deixar meu posicionamento claro. Sou totalmente contrário à PEC da Blindagem. Não votei e não orientei a bancada do PSB na Câmara, que naquele momento optou pela liberação por entender que seria necessário para derrotar a anistia. Também me posicionei contra qualquer ideia de proteger presidentes de sigla, condição que exerço hoje. O PSB já votou contra este absurdo no Congresso.
Já me reuni com o líder do PSB no Senado, e lá seremos 100% não à blindagem. A minha posição é muito direta: sem blindagem e sem anistia a quem cometeu crimes contra a democracia."
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O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Felipe Cavalcante exerce o comando da Previdência Social durante todo o período da licença médica do titular.
A Justiça também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos suspeitos, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.
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