No Recife, o Simpere marcou uma nova mobilização chamada de "Vigília da Pressão" e vai protestar a favor de melhorias durante mais uma mesa de negociação.
João Campos e Raquel Lyra. Foto: Divulgação
Enquanto o impasse entre os professores da rede municipal do Recife e a gestão de João Campos (PSB) permanece sem solução, o Governo de Pernambuco conseguiu avançar na negociação com os profissionais da educação da rede estadual.
A governadora Raquel Lyra (PSD) acertou um reajuste salarial que agradou a categoria e garantiu a aprovação unânime da proposta em assembleia realizada pelo Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) na quinta-feira, 24 de abril.
Enquanto isso, no Recife, os professores municipais ainda enfrentam resistência da prefeitura. O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) classificou como “ofensiva” a proposta apresentada por João Campos, que ofereceu apenas 1,5% de reajuste salarial e R$ 1,00 de aumento no tíquete-alimentação. A proposta foi imediatamente rejeitada pela categoria.
Na reunião mais recente, realizada na quarta-feira (24), os representantes dos professores relataram frustração com a ausência da secretária de Educação, Cecília Cruz, e com a falta de propostas concretas por parte da gestão municipal.
O Simpere acusa João Campos de desvalorizar a categoria ao se recusar a cumprir a Lei do Piso Nacional e deixar de dialogar com os trabalhadores sobre a reestruturação da carreira.
Em resposta, o sindicato convocou uma mobilização chamada de “Vigília da Pressão”, marcada para a próxima segunda-feira (28), na sede da Escola de Formação de Educadores do Recife Professor Paulo Freire (EFER).
Os educadores prometem pressionar o prefeito João Campos para que a gestão municipal atenda às reivindicações da categoria. A pauta inclui o cumprimento integral da Lei do Piso, o pagamento dos 6,27% referentes ao reajuste de 2024, além dos 12,78% acumulados de anos anteriores.
Outros pontos exigidos pelos professores do Recife são a valorização da carreira, reestruturação dos interstícios, aumento de carga horária, ampliação da aula-atividade e o atendimento dos demais pontos da pauta financeira.
A proposta da governadora prevê reajustes que variam de 6,27% a 8,38% para os professores, de acordo com a faixa de carreira no magistério. Já os servidores técnicos, administrativos e de apoio escolar receberão um aumento linear de 6,27%.
O pagamento do novo valor acontecerá em junho de 2025, com retroativo de janeiro a maio para os servidores que estavam com salário abaixo do piso nacional da categoria.
O Sintepe destacou que o reajuste alcança todos os trabalhadores da Secretaria de Educação do Estado, incluindo ativos, aposentados, efetivos e temporários. Além do aumento, o governo atendeu à reivindicação de reestruturar a progressão nas faixas salariais.
O Governo acatou a reivindicação do Sintepe de destravar a progressão nas faixas salariais da educação. A conquista foi a alteração dos interstícios (intervalos onde há aumento de salário dos servidores).
Entre as faixas A e B, haverá mudança de 1% para 1,5%. Entre as classes I e II, haverá mudança de 2 para 2,5%. Deste modo, haverá mobilidade na carreira, apesar de não ser a idealizada pelo Sindicato. Nas faixas C e D e nas classes III e IV continuam os interstícios atuais. Além disso, os analistas e servidores administrativos também tiveram suas demandas atendidas.
O Governo de Pernambuco autorizou a flexibilização da carga horária entre 30 e 40 horas semanais, conforme a preferência do servidor. A gratificação dos analistas será reajustada em 6,27% e o valor será incorporado à aposentadoria, garantindo um impacto positivo a longo prazo para os profissionais.
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