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Débora Almeida acusa João Campos de usar dinheiro de professores para cobrir rombo fiscal no Recife

Segundo Débora, essa operação representa o uso de recursos que deveriam ser destinados aos professores para tapar o rombo financeiro da cidade.

Portal de Prefeitura

12 de novembro de 2025 às 20:38   - Atualizado às 20:47

Débora Almeida, vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco e prefeito do Recife, João Campos.

Débora Almeida, vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco e prefeito do Recife, João Campos. Fotos: Divulgação/TV Cultura e Jarbas Araujo / Alepe

A deputada Débora Almeida, vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ocupou a tribuna da ALEPE na tarde desta terça-feira (11) para criticar a gestão do prefeito do Recife, João Campos. Durante seu pronunciamento, a parlamentar afirmou que a Prefeitura teria vendido antecipadamente recursos de precatórios de professores, em uma operação que abriu mão de R$ 124 milhões, com o objetivo de obter liquidez imediata para cobrir o déficit fiscal do município.

Segundo Débora, essa operação representa o uso de recursos que deveriam ser destinados aos professores para tapar o rombo financeiro da cidade, informação que teria sido confirmada pela Procuradoria do Recife.

A deputada também destacou obras públicas que permanecem paradas na capital, incluindo a Ponte Giratória, a Orla de Boa Viagem e o Parque Eduardo Campos. Ela chamou atenção para a diferença de investimentos entre a administração municipal e o governo estadual, citando ações do governo de Raquel Lyra, como a reforma e climatização de escolas públicas, a renovação da frota escolar e iniciativas voltadas à valorização de professores e alunos. Débora afirmou que, enquanto o estado amplia investimentos em educação, a Prefeitura do Recife concedeu apenas um reajuste de 3% aos professores.

A polêmica sobre a negociação dos precatórios já vinha sendo debatida na Câmara Municipal do Recife, mas a manifestação de Débora Almeida marcou a primeira vez que o tema foi discutido em detalhes no plenário estadual. Durante seu discurso, a deputada reforçou que a operação financeira municipal teria como objetivo aumentar a liquidez imediata da Prefeitura, mas implicaria perda futura de recursos que deveriam garantir direitos dos professores.

O episódio evidencia tensões políticas entre a gestão municipal e parlamentares de oposição, em um momento de destaque da agenda da educação e das finanças públicas no Recife. A operação financeira da Prefeitura e o debate sobre precatórios seguem como temas centrais na discussão sobre investimentos e planejamento fiscal da cidade.

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A Prefeitura do Recife vendeu nesta quinta-feira (6) os precatórios do Fundef referentes aos professores da rede municipal por R$ 443,4 milhões. A operação foi vencida pelo Itaú Unibanco S.A., em um leilão público realizado para antecipar receitas que só seriam recebidas entre 2026 e 2028, segundo informações divulgadas pelo blog do Manoel Medeiros.

Por que o Recife vendeu os precatórios do Fundef?

Segundo a Procuradoria-Geral do Município, a venda foi uma forma de reforçar o caixa da Prefeitura no fim do ano, diante de dificuldades de fluxo financeiro. Em parecer técnico, a procuradora-adjunta Tatiana Mariz afirmou que a operação busca “incrementar a liquidez municipal para cobrir custos de transição previdenciária e financiar investimentos estratégicos”.

O acordo original, firmado entre o Recife e a Advocacia-Geral da União (AGU), previa o pagamento dos precatórios em três parcelas anuais 2026, 2027 e 2028. Com a antecipação, o município recebe parte do valor de imediato, mas perde um montante expressivo no total.

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