Presidente Lula teve gastou quase R$ 6 milhões em viagem à ONU. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A viagem do presidente Lula a Nova York, nos Estados Unidos, para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro de 2025, custou pelo menos R$ 6 milhões aos cofres públicos. Os dados constam em informações oficiais encaminhadas pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara dos Deputados.
Os números foram divulgados após um requerimento apresentado por um parlamentar e detalham despesas bancadas pelo Itamaraty durante o período em que a comitiva presidencial esteve nos Estados Unidos.
De acordo com o Itamaraty, a maior parte das despesas está relacionada a hospedagem e contratação de serviços necessários para a participação do Brasil no evento internacional. Os valores foram pagos, em sua maioria, em dólar, o que impactou diretamente o custo final em reais.
Os registros apontam um gasto de cerca de 553 mil dólares com hospedagem da delegação brasileira em Nova York. Considerando a cotação do dólar na época da viagem, o valor corresponde a aproximadamente R$ 2,9 milhões.
Além da hospedagem, foram desembolsados cerca de 603 mil dólares com serviços diversos, como material de escritório e interpretação simultânea, utilizados durante os compromissos oficiais. Esses gastos representam algo em torno de R$ 3,2 milhões. Também houve uma despesa adicional próxima de R$ 100 mil especificamente com serviços de intérpretes.
Somadas, as despesas elevam o custo total da viagem para cerca de R$ 6,1 milhões.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a comitiva oficial que acompanhou o presidente contou com quatro integrantes, além de Lula. Entre eles estavam ministros de Estado, cujas despesas foram integralmente custeadas pelo governo federal.
Outros participantes da delegação brasileira, como a primeira-dama e o representante do Brasil junto à ONU, participaram da agenda em Nova York sem custos diretos pagos pelo Itamaraty, conforme informou a pasta.
A participação do Brasil na Assembleia Geral da ONU é considerada estratégica do ponto de vista diplomático, já que o evento reúne líderes de diversos países para discutir temas globais como economia, meio ambiente, direitos humanos e segurança internacional.
Ao mesmo tempo, a divulgação dos valores reacendeu debates sobre o uso de recursos públicos em viagens oficiais, especialmente em um cenário de cobrança por maior controle dos gastos governamentais. As informações enviadas ao Congresso fazem parte dos mecanismos de transparência e fiscalização previstos na legislação brasileira.
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