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Lula diz que salário mínimo é 'muito pouco' e trabalhadores 'devem brigar' por aumento

O presidente também defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada na mesma época do benefício, que, segundo ele, é classificada como "ultrapassada" até por pessoas de esquerda.

Ricardo Lélis

16 de janeiro de 2026 às 19:22   - Atualizado às 19:22

Presidente Lula em coletiva.

Presidente Lula em coletiva. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira, 16 de janeiro, que o valor do salário mínimo, reajustado para R$ 1.621 neste ano, é "muito baixo" e que os trabalhadores devem brigar, com o governo, para haver aumentos.

"O salário mínimo é muito pouco. O que eu estou fazendo apologia aqui é da criação da ideia desse País ter um salário mínimo. Todos nós, governo e vocês, temos a obrigação de brigar para que ele melhore", afirmou Lula.

Segundo Lula, o salário mínimo é feito para os trabalhadores que não são organizados em sindicatos e os aposentados porque os outros grupos, segundo ele, recebem acima.

O presidente declarou o aumento do mínimo é justo, pois são os trabalhadores os responsáveis pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Acho que vamos ter que continuar trabalhando para aumentar o salário mínimo. O PIB é o resultado do crescimento da economia produzido pelo povo brasileiro. Então é justo que você, quando cresce o PIB, cresça o PIB do trabalhador. É justo que você reparta com os trabalhadores, que são os responsáveis pelo crescimento do PIB."

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Defesa da CLT

Ele também defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada na mesma época do mínimo, que, segundo ele, é classificada como "ultrapassada" até por pessoas de esquerda.

Medalha comemorativa

Nesta sexta, Lula participou do lançamento de uma medalha comemorativa em alusão aos 90 anos do salário mínimo, criado em 1936.

O evento foi realizado na Casa da Moeda e contou com a participação de ministros como Esther Dweck (Gestão e Inovação), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego). Também esteve presente o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Segundo Lula, a intenção do ato não foi para valorizar o salário mínimo e sim enaltecer a ideia do ex-presidente Getúlio Vargas de impor um mínimo a ser recebido mensalmente pelos trabalhadores.

O presidente voltou a se comparar com Getúlio como os únicos presidentes que teriam investido em iniciativas para os trabalhadores.

"Nós não estávamos fazendo um ato em apologia ao valor do salário mínimo, porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos temos direito", disse o presidente.

Estadão Conteúdo

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