Karina e Javier Milei. Foto: Reprodução/Redes sociais
A Justiça argentina investiga um suposto caso de corrupção na Agência Nacional da Pessoa com Deficiência, órgão ligado ao governo federal, que teria a participação de Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei e atual secretária da Presidência.
A apuração foi motivada pela divulgação de áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-dirigente da agência afastado do cargo, nos quais ele menciona pedidos de suborno e cita o nome de Karina.
Embora a autenticidade das gravações ainda não tenha sido confirmada, também não houve desmentido oficial até o momento.
Nos áudios, Spagnuolo afirma:
“Estão roubando, você pode fingir que não sabe, mas não joguem esse problema para mim. Tenho todos os WhatsApps de Karina”. Além dele, o subsecretário de Gestão, Eduardo Menem, também é citado no caso.
Por determinação da Justiça, foram realizadas 16 buscas em diferentes locais para coleta de provas.
A denúncia foi apresentada pelo advogado Gregorio Dalbón, que já atuou em processos de grande repercussão no país.
O episódio ocorre em um momento delicado para o governo. Faltando pouco mais de dois meses para as eleições legislativas de 26 de outubro, a denúncia coincide com a decisão do Congresso argentino de derrubar um veto presidencial sobre a lei que declara emergência na área de Deficiência, ampliando os recursos destinados ao setor.
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Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro.
Também foram instaurados 13 inquéritos policiais e lavrados 64 termos circunstanciados de ocorrência.
A nota da legenda aponta que o senador foi vitorioso no primeiro turno e acusa o presidente petista de ter ampliado gastos públicos para sair vitorioso na disputa.
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