Bolsonaro e Dilma. Foto 1: STF Foto 2: Marcelo Camargo/Agência Bras
Um áudio antigo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro deseja a morte da ex-presidente Dilma Rousseff por câncer voltou a repercutir nas redes sociais após a divulgação dos laudos médicos que apontaram câncer de pele em duas feridas do próprio Bolsonaro (escute abaixo).
Na terça-feira, 16 de setembro, Bolsonaro foi internado devido a sintomas como vômitos e queda de pressão arterial, e recebeu alta hospitalar após menos de 24 horas.
O diagnóstico de carcinoma de células escamosas "in situ" em duas das lesões removidas foi revelado por Cláudio Birolini, diretor de cirurgia geral do Hospital das Clínicas da USP e médico pessoal do ex-presidente.
A ex-presidente do Brasil recebeu o diagnóstico em 2009, quando ainda ocupava o cargo de ministra da Casa Civil no governo Lula.
Rousseff foi diagnosticada com linfoma na região da axila e entrou em remissão da doença em dois meses, após passar por sessões de quimioterapia e radioterapia.
O tratamento foi até antecipado devido à resposta positiva às sessões. Um ano após o diagnóstico, ela foi eleita presidente do Brasil.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta hospitalar no início da tarde desta quarta-feira, 17, após ser internado por ter sentido falta de ar e tido episódios de vômito na terça-feira, 16. Depois de menos de 24h no hospital, ele volta para prisão domiciliar.
Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, por volta das 16h desta terça-feira. Ele foi levado ao local acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ficou internado sob observação da equipe médica.
"O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF Star na tarde do dia 16 de setembro, devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa", diz o boletim médico.
"O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas 'in situ', em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico", complementa o documento.
O médico Cláudio Birolini, diretor de cirurgia geral do Hospital das Clínicas da USP e médico pessoal do ex-presidente, viajou à capital federal para acompanhar o tratamento.
Ainda na terça-feira, Bolsonaro passou por exames, foi medicado e recebeu a indicação de não ingerir alimentos sólidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai no dia da internação e atribuiu o mal estar à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal federal (STF) que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela trama golpista. Também pediu "trégua" ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, a quem se referiu como "terrorista".
Estadão Conteúdo
00:59, 23 Set
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Eles não são contabilizados como válidos nem destinados ou transferidos a qualquer candidato ou partido político.
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