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IMPEACHMENT DE MORAES: veja quais os deputados pernambucanos assinaram o documento

O pedido, que reúne mais de 150 assinaturas, acusa o ministro de abuso de poder, violação de direitos constitucionais e negligência em suas decisões judiciais. 

Everthon Santos

10 de setembro de 2024 às 14:55   - Atualizado às 14:57

Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

Os deputados federais pernambucanos Coronel Meira, André Ferreira, Fernando Rodolfo e Pastor Eurico, todos do Partido Liberal (PL), assinaram o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A solicitação foi apresentada no Senado, na segunda-feira, 9 de setembro, sob a liderança do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

O pedido, que reúne mais de 150 assinaturas de deputados e senadores, acusa o ministro de abuso de poder, violação de direitos constitucionais e negligência em suas decisões judiciais. 

Veja o que diz o pedido de impeachment:

Moraes teria abusado do poder como juiz

O texto, protocolado em uma plataforma de assinaturas online, diz que Moraes ordenou a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio ministro contra bolsonaristas no inquérito das fake news no STF de maneira ilegal, o que incorre, diz o documento, "em indiscutível abuso de poder".

"A eventual conduta do ministro do STF, exigindo a produção de provas aos seus subordinados com o propósito de atingir várias pessoas apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro para aplicar-lhes medidas restritivas de direitos e sanções, deve ser objeto de uma avaliação objetiva, sendo imprescindível a instauração de um processo, no qual se deve perquirir sobre a existência de crime de responsabilidade", escreveram os parlamentares.

Esse pedido diz que Moraes produziu provas irregularmente ao ordenar de forma extraoficial, por meio de seus assessores do STF, o órgão de enfrentamento à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Para esses parlamentares, Moraes foi "negligente" e "violou direitos constitucionais" e que usa "indevidamente" a prisão preventiva como um "mecanismo de coerção, com o objetivo de forçar delações premiadas".

"A atuação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes levanta preocupações sobre abuso de poder e a violação do devido processo legal", diz o texto. "Não é papel do Senado Federal relativizar ou mitigar a aplicação da lei."

Denúncia tem reportagens como base

As acusações feitas pela oposição têm como base reportagens do jornal Folha de S.Paulo, que mostram pedidos fora do rito para a produção de relatórios do TSE.

As reportagens mostram que servidores loteados no gabinete do ministro enviavam mensagens para que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), vinculada ao TSE, pelo WhatsApp, solicitando a inclusão de informações ou pedindo a investigação de outros casos a pedido da equipe.

Além disso, a denúncia afirma que houve violação do devido processo legal, já que, segundo eles, houve o uso informal de uma instituição para conduzir investigações, o que comprometeria a imparcialidade e a legalidade dos procedimentos.

Na última quarta-feira, 4, a oposição divulgou um manifesto pedindo anistia aos presos do 8 de Janeiro e arquivamento dos inquéritos conduzidos por Moraes.

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