Militante do MBL Xande Pessoa e prefeito João Campos. Foto: Divulgação
O militante do MBL Xande Pessoa, filiado ao Partido Missão, afirmou nas redes sociais que ele e outras pessoas favoráveis ao impeachment do prefeito João Campos (PSB) foram impedidos de entrar na Câmara Municipal do Recife nesta terça-feira, 3 de fevereiro. A denúncia ocorreu enquanto vereadores analisam o pedido de impeachment em sessão transmitida ao vivo pelo canal oficial da Casa de José Mariano no YouTube.
Segundo o relato publicado pelo militante, apenas apoiadores do prefeito teriam conseguido acessar as galerias da Câmara para acompanhar a votação, enquanto integrantes da oposição permaneceram do lado de fora do prédio. A situação ganhou repercussão nas redes sociais e aumentou o clima de tensão política em torno da sessão que avalia a denúncia contra o chefe do Executivo municipal.
A votação ocorre após a Procuradoria da Câmara aceitar o pedido protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo) no início de janeiro. A decisão permitiu que o tema avançasse para análise em plenário, etapa considerada essencial dentro do rito legislativo. O próprio parlamentar utilizou as redes sociais para convocar a população a acompanhar a sessão e observar o posicionamento dos vereadores durante o debate.
O pedido de impeachment questiona uma nomeação realizada pela gestão municipal em concurso público para o cargo de procurador do Recife. O documento apresentado acusa o prefeito de crime de responsabilidade e de improbidade administrativa, com base na alegação de que a ordem de classificação prevista no edital não teria sido respeitada.
De acordo com o texto protocolado, a controvérsia envolve o preenchimento de vagas destinadas a candidatos com deficiência. O vereador sustenta que o ato administrativo teria desrespeitado critérios estabelecidos no próprio concurso, principalmente aqueles relacionados à reserva legal dessas vagas. A denúncia afirma que regras específicas que orientam o correto preenchimento das posições não teriam sido observadas pela administração municipal.
Ainda conforme a argumentação apresentada por Eduardo Moura, a suposta irregularidade teria ferido princípios considerados fundamentais para a atuação do poder público, como legalidade e impessoalidade. Esses conceitos aparecem como base central da acusação e orientam a solicitação de abertura do processo político dentro da Câmara do Recife.
Enquanto a sessão acontece, a transmissão ao vivo pelo YouTube permite que moradores acompanhem a votação mesmo sem acesso presencial às galerias. O uso da plataforma digital amplia o alcance da discussão e garante que o debate seja acompanhado em tempo real por pessoas interessadas no desfecho da análise.
3
06:50, 13 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
mais notícias
+