Pernambucana relatou ter sido assediada em metrô no Canadá. (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais)
O homem que assediou a pernambucana Priscilla Costa, de 36 anos, dentro de um banheiro da estação de metrô Kipling, em Toronto, no Canadá, foi condenado pela Justiça canadense.
A sentença foi divulgada pela própria vítima nas redes sociais, junto com uma cópia do documento que apresenta a decisão judicial e a assinatura do juiz responsável pelo caso.
De acordo com as informações publicadas por Priscilla, o homem está preso desde janeiro e deverá permanecer na cadeia por mais cinco meses. Após esse período, ele ficará por três anos em liberdade, sujeito às condições estabelecidas pela Justiça.
Entre as determinações judiciais está a proibição de se aproximar de Priscilla a uma distância inferior a 100 metros. A sentença também estabelece que o condenado ficará impedido de utilizar o transporte público durante 18 meses após cumprir o período restante de prisão.
Outra medida é a inclusão do homem no National Sex Offender Registry (NSOR), registro canadense destinado a pessoas condenadas por crimes sexuais. O sistema auxilia as autoridades no acompanhamento e na localização de indivíduos cadastrados, inclusive em situações de mudança de cidade ou de ocorrência de novos delitos.
Após a divulgação da decisão, Priscilla comemorou o resultado nas redes sociais. Para ela, a condenação representa uma resposta à violência sofrida e também tem significado para outras mulheres que enfrentam situações semelhantes.
“Isso me faz ver que realmente a justiça daqui é levada a sério. Como mulher, me sinto orgulhosa por ter feito algo não somente por mim, mas por todas as mulheres. Minha voz teve poder”, declarou a pernambucana em um vídeo publicado nas redes sociais.
A vítima também relatou que a promotora responsável pelo processo ficou comovida ao ler seu depoimento. Segundo Priscilla, a representante do Ministério Público destacou a importância do relato para o andamento do caso e para a decisão judicial.
O episódio aconteceu nas primeiras horas da manhã de 9 de janeiro, no banheiro da estação Kipling, localizada na Região Metropolitana de Toronto.
Segundo o relato de Priscilla, ela utilizava uma das cabines do banheiro quando percebeu que um homem havia subido no vaso sanitário da cabine ao lado para observá-la por cima da divisória. Não foi determinado por quanto tempo o suspeito permaneceu naquela posição.
Ao perceber a situação, a pernambucana entrou em uma breve disputa corporal com o homem e conseguiu sair do local. Em seguida, procurou ajuda de pessoas que estavam na estação, mas afirmou que ninguém prestou assistência naquele momento.
Priscilla também contou que procurou um funcionário da Toronto Transit Commission (TTC), empresa responsável pelo transporte público da cidade, mas disse que não recebeu o apoio esperado.
Após o ocorrido, ela buscou orientação no consulado brasileiro para acompanhar o caso junto às autoridades canadenses. Na ocasião, explicou que esperava que a situação fosse investigada e que o responsável fosse localizado.
“Procurei o consulado porque eles têm que nos dar assistência. Assim, [o caso] chega mais rápido nas autoridades canadenses. Pedi que eles não deixem o caso impune. Eu espero que alguém brigue por mim, porque eu fiz a minha parte e estou só aguardando. Sei que eles já têm o rosto do cara, agora é só ir atrás, para que não surjam novas vítimas”, afirmou Priscilla em entrevista ao LeiaJá.
O caso ganhou repercussão depois que Priscilla relatou o episódio nas redes sociais e veículos de imprensa brasileiros publicaram informações sobre a ocorrência.
Desde então, a pernambucana passou a acompanhar os desdobramentos judiciais e a buscar respostas das autoridades responsáveis pela investigação e pelo processo.
Com a divulgação da sentença, Priscilla destacou a importância de ter levado o caso adiante e de ter prestado seu depoimento durante o processo. A decisão estabelece medidas que deverão ser cumpridas pelo condenado tanto durante o período restante de prisão quanto após sua saída da cadeia.
Além da restrição de aproximação da vítima, a sentença prevê limitações ao uso do transporte público e a inclusão do homem no registro canadense de condenados por crimes sexuais.
A divulgação da condenação marca um novo capítulo no caso ocorrido na estação Kipling, em Toronto. Para Priscilla, o resultado representa o reconhecimento de sua denúncia e a importância de sua voz ao longo da busca por uma resposta judicial.
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A iniciativa busca garantir o livre deslocamento dos eleitores até os pontos de votação, manter a segurança e evitar imprevistos a quem vai votar.
Os advogados sustentam que não tiveram acesso à íntegra das provas desde o início e citaram diferenças no tratamento dos dados em relação ao que ocorreu com o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Além disso, a determinação que proibiu o acesso ao horário eleitoral gratuito e que impôs a devolução de recursos usados na campanha oriundos de verbas públicas foi suspensa.
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