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Haddad afirma que não se surpreendeu com elevação da taxa de juros

O ministro também disse que, só comentará sobre decisão do Comitê de Política Monetária depois que ler a ata na próxima semana. 

Isabella Lopes

19 de setembro de 2024 às 16:16   - Atualizado às 16:24

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou não ter se surpreendido, depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa de juros do Brasil para 10,75% ao ano. Porém, o ministro, disse que só vai comentar  sobre decisão depois da leitura da ata na próxima semana. 

Este foi o primeiro aumento da Taxa Selic no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em fala aos jornalistas após sair do Ministério da Fazenda, Haddad explicou que vai conversar com sua equipe sobre o assunto. 

"Eu não me surpreendi, mas só vou comentar a decisão depois da leitura da ata semana que vem, como de hábito. Vou dar uma olhada, vou conversar internamente, vou verificar o que esperar para um futuro próximo" apontou Haddad. 

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Em comunicado, o Banco central informou que o andamento de ajustes futuros na taxa de juros quando iniciado dependerão da dinâmica da inflação.  

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“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação”.

Haddad sobre a economia do Brasil 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 12 de setembro, que o Brasil vive um momento que é “o melhor dos mundos” porque está com uma taxa de desemprego historicamente baixa e com uma inflação também baixa, mas reconhece que ainda há pessimismo em parte do mercado financeiro. Para Haddad, parte desse pessimismo é especulação.

“Nós crescemos em três meses o que o mercado projetou para o ano inteiro. Entendo que tem os especuladores que ganham com isso, nós não podemos desconsiderar a especulação. Tem gente que ganha com esse tipo de conversa, mas tem gente que erra também. Tem gente que erra a previsão, e de boa fé”, comentou Haddad durante entrevista ao Bom Dia Ministro, programa do Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O ministro Fernando Haddad disse que há uma contradição no mercado financeiro que vem celebrando os resultados da Argentina, que registrou uma queda no PIB de -5,1% no 1º trimestre do ano, enquanto ainda critica os números brasileiros.

“Quando eu falo com empresários argentinos, que o país está derretendo, eles estão otimistas. A recessão na Argentina é brutal, a pobreza passou de 50% na Argentina. E quando você fala com alguém do mercado financeiro aqui, no Brasil, você vê exatamente o contrário. Ele fala que tudo está indo errado. Agora, as previsões catastrofistas não estão acontecendo”, completou Haddad.

No 2º trimestre de 2024, o PIB do país cresceu 1,4% em relação ao trimestre anterior, superando as expectativas do mercado financeiro. Já o desemprego fechou junho em 7.1%, menor taxa para o trimestre desde 2014. 

Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou deflação em agosto, com redução de 0,02%, puxado pela queda no preço dos alimentos (-0,44%). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA está em 4,24%. 

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do PlenoNews e Agência Brasil

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