A estratégia tinha como principal objetivo manter a federação em posição de neutralidade, impedindo que o adversário ampliasse sua estrutura de campanha com maior tempo de propaganda eleitoral e acesso aos recursos políticos proporcionados pela aliança
Presidente Lula e Flávio Bolsonaro Foto: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atuaram nos bastidores para evitar que a federação União Progressista (União Brasil e PP) declarasse apoio ao pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ainda no primeiro turno das eleições de 2026.
A estratégia tinha como principal objetivo manter a federação em posição de neutralidade, impedindo que o adversário ampliasse sua estrutura de campanha com maior tempo de propaganda eleitoral e acesso aos recursos políticos proporcionados pela aliança.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, a articulação foi conduzida em diferentes frentes. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, manteve diálogo com importantes lideranças da federação, enquanto o presidente nacional do PT, Edinho Silva, conversou diretamente com os dirigentes das duas legendas que compõem o bloco político.
Além das negociações conduzidas por seus auxiliares, o próprio presidente Lula também participou das conversas com representantes do União Brasil e do Progressistas. As tratativas ocorreram em meio ao histórico recente de aproximação entre os partidos e o governo federal, que chegou a contar com integrantes dessas siglas em sua equipe ministerial.
Segundo pessoas próximas às negociações, um dos principais argumentos apresentados pelo governo foi a importância de preservar os acordos políticos construídos nos estados, especialmente nas regiões onde partidos da federação mantêm alianças com candidaturas apoiadas pelo presidente, com destaque para o Nordeste.
Outro ponto ressaltado durante as conversas foi a relação institucional existente entre o Executivo federal e as legendas, que continuam ocupando espaços relevantes na administração pública.
Do lado da União Progressista, a decisão de permanecer sem um candidato nacional no primeiro turno também foi influenciada por interesses estratégicos das disputas estaduais.
Ao adotar uma postura independente, a federação preserva maior liberdade para acomodar alianças regionais e direcionar o Fundo Eleitoral conforme as prioridades locais, especialmente nas campanhas para a Câmara dos Deputados, onde tanto União Brasil quanto PP buscam manter forte representação.
A definição também produz reflexos no horário eleitoral gratuito. Como a federação optou por não integrar a campanha de nenhum presidenciável, a distribuição do tempo de propaganda em rádio e televisão passa por uma nova composição, sem considerar o peso político do bloco.
Na prática, isso amplia proporcionalmente o espaço destinado ao PT durante o período eleitoral.
Por outro lado, a ausência do apoio da União Progressista representa uma perda para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Caso a federação tivesse formalizado uma aliança com o PL, o pré-candidato teria acesso a uma parcela maior do tempo de propaganda eleitoral, além de ampliar sua capacidade de articulação política em âmbito nacional durante a corrida pelo Palácio do Planalto.
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A manifestação ocorreu por meio da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que reúne mais de dois mil delegados.
A ideia surge em meio à escalada da crise entre os magistrados Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O candidato a presidente também disse lamentar a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de não pautar a abertura do processo de impeachment contra o magistrado.
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