Pernambuco, 25 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Piso nacional dos professores: com saída de Camilo Santana no MEC, como fica reajuste? Entenda

Em meio às tratativas sobre o piso, Camilo Santana confirmou que deixará o comando do Ministério da Educação após a apresentação de um balanço.

Gabriel Alves

20 de janeiro de 2026 às 09:41   - Atualizado às 09:41

Ministro da Educação (MEC), Camilo Santana.

Ministro da Educação (MEC), Camilo Santana. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

O Governo Federal deve avançar ainda nesta semana nas negociações para a definição do reajuste do piso salarial dos professores da educação básica, mesmo diante da saída anunciada do ministro da Educação, Camilo Santana. A sinalização foi dada na segunda-feira, 19 de janeiro, quando o próprio ministro confirmou a previsão de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do tema e encaminhar a definição de um novo percentual de correção para a categoria.

O avanço nas tratativas ocorre após dias de debates internos no Executivo. A condução do tema permanece sob responsabilidade do Ministério da Educação, que busca revisar o índice atualmente projetado com o objetivo de garantir maior previsibilidade fiscal a estados e municípios, responsáveis pelo pagamento do piso nacional do magistério.

Dentro do governo, a expectativa é de que o novo percentual seja anunciado oficialmente nos próximos dias, após a consolidação de um entendimento que começou a ser construído ainda na semana anterior. A avaliação é de que as negociações já estão em estágio avançado, apesar do contexto de transição no comando da pasta.

O debate ganhou intensidade porque a regra atualmente em vigor aponta para um reajuste considerado insuficiente. Pelos critérios aplicados nos últimos anos, o cálculo automático indicaria um aumento de aproximadamente 0,37% para 2026. O percentual resulta da variação anual do valor aluno do Fundeb, utilizado como base para o piso nacional. A divulgação dessa estimativa provocou reação imediata de entidades representativas dos professores, que classificaram o índice como inadequado diante do cenário econômico.

A inflação e o custo de vida passaram a ter peso central nas negociações. Considerando apenas o índice inflacionário de 4,26%, o piso nacional teria um reajuste superior a R$ 200 mensais, com acréscimo estimado em cerca de R$ 204,41. Esse parâmetro passou a ser citado internamente como referência mínima para assegurar ganho real aos profissionais da educação, que acumulam perdas ao longo dos últimos anos.

Veja Também

Em meio às tratativas sobre o piso, Camilo Santana confirmou, também na segunda-feira, 19 de janeiro, que deixará o comando do Ministério da Educação após a apresentação de um balanço das ações da pasta referentes a 2025. Segundo o ministro, a saída será discutida com o presidente Lula após a consolidação dos principais resultados do período.

Camilo informou que o balanço deve ser apresentado até março. A partir daí, a previsão é de que ele passe a se dedicar integralmente à agenda eleitoral de 2026. A decisão ocorre em um contexto de atraso na definição do reajuste do piso nacional dos professores, mas, segundo integrantes do governo, não deve interromper o avanço das negociações em curso.

O ministro já declarou apoio à reeleição do presidente Lula e também à recondução do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).

“Estamos fazendo um balanço de 2025 das ações do MEC. No país e no Ceará não podemos retroceder”, afirmou.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

20:23, 25 Mar

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Motorista conhecido como "Mito Uber"
Bolsonarismo

Motorista conhecido como "Mito Uber" anuncia pré-candidatura a deputado

Sósia de Jair Bolsonaro nas redes sociais, motorista de aplicativo quer representar a categoria nas eleições

Concurso Nacional Unificado (CNU).
Certame

CNU 2024: Governo Lula convoca 1.860 candidatos para vagas remanescentes; veja lista

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado ofereceu 8.573 vagas, considerando tanto as vagas originalmente previstas (6.640) em edital.

Homem segurando cartão do Bolsa Família.
Auxílio

Bolsa Família paga novo grupo de beneficiários nesta terça (24); veja NIS de hoje

O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,75.

mais notícias

+

Newsletter