Piso dos professores terá aumento acima da inflação. Foto: Agência Brasil
O novo piso dos professores em 2026 deve ser oficialmente anunciado nos próximos dias pelo Ministério da Educação (MEC), com expectativa de reajuste acima da inflação, em um contexto de debates sobre mudanças na fórmula de cálculo do salário mínimo da carreira docente. A atualização do piso salarial tem sido uma das principais pautas da categoria nos últimos meses e mobiliza gestores públicos, sindicatos e parlamentares em todo o Brasil.
Segundo declarações recentes do ministro da Educação, Camilo Santana, o piso nacional do magistério para 2026 não ficará abaixo da inflação, o que sinaliza um possível ganho real para os docentes. A confirmação oficial do novo valor só deve ocorrer com a publicação da portaria específica, prevista para o início do ano
O indicador atual de inflação, medido pelo INPC ou IPCA, tem sido um dos pontos de atenção nas negociações entre o governo e representantes de professores, prefeitos e governadores, justamente por sua influência no poder de compra dos educadores. As discussões em Brasília também contemplam a possibilidade de alterar a base de cálculo do piso, hoje vinculada ao Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb, o que poderia tornar o reajuste mais estável ou favor
Nos últimos anos, o piso salarial profissional nacional do magistério tem registrado aumentos acima da inflação, como o reajuste de 6,27% em 2025, que elevou o valor mínimo para R$ 4.867,77, conforme portaria do MEC publicada no Diário Oficial da União. Esse índice foi superior tanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período anterior.
Esse histórico positivo reforça a expectativa de que o novo piso dos professores em 2026 mantenga, pelo menos, a trajetória de valorização real da carreira, apesar das incertezas geradas pela fórmula de cálculo e pela dinâmica de receitas do Fundeb.
Atualmente, a Lei nº 11.738/2008 determina que o reajuste do piso seja calculado com base na variação do Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb. Essa regra técnica tem provocado debates, já que o indicador sofre flutuações conforme arrecadação e número de alunos nas redes públicas.
Nos bastidores, há pressão de parte da bancada da educação no Congresso para que o índice de reajuste seja atrelado diretamente ao IPCA, o principal índice de inflação oficial, garantindo assim estabilidade no ganho real caso a proposta seja incorporada ao processo de definição do piso.
Apesar da perspectiva de ganho real, a ausência de um anúncio oficial em dezembro gerou certa apreensão entre profissionais da educação, sindicatos e gestores de estados e municípios, que precisam planejar seus orçamentos com base no piso nacional. Alguns críticos apontam que o modelo atual pode trazer surpresas desfavoráveis para a categoria caso mantenha variações baixas do VAA.
Entidades representativas como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) já têm feito críticas periodicamente à metodologia de cálculo, defendendo que eventuais reajustes garantam efetiva valorização profissional.
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