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Ministra das Mulheres afirma que conversará com Lula sobre falas machistas: 'Piadinha, nem de Presidente'

Cida Gonçalves defendeu que as mulheres não tolerem qualquer tipo de brincadeira relacionada à questão de gênero, aspecto físico, ou outra questão.

Gabriel Alves

03 de agosto de 2024 às 11:26   - Atualizado às 11:26

Lula e ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Lula e ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. Lula e ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou nesta sexta-feira, 2 de julho, que nem mesmo o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode fazer piadas sobre violência de gênero. Durante um café com jornalistas na sede da pasta, Cida afirmou que vai conversar com o presidente sobre o tema quando encontrá-lo.

A declaração da ministra foi feita após ser questionada sobre fala recente de Lula durante reunião com empresários. Na ocasião, o presidente condenava os altos índices de violência contra mulher no País e citava uma pesquisa que aponta maior ocorrência de casos após jogos de futebol.

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Lula afirmou que a situação era "inacreditável" e, em seguida, ironizou a má fase do Corinthians: "Se o cara é corintiano, tudo bem." A fala levantou inúmeras críticas contra o presidente.

Cida Gonçalves defendeu que as mulheres não tolerem qualquer tipo de brincadeira relacionada à questão de gênero, aspecto físico, ou qualquer outra questão.

A ministra afirmou que a mudança desse comportamento é importante para a prevenção do feminicídio.

Feminicídio zero

Na manhã da sexta-feira (3), a ministra conversou por mais de duas horas com jornalistas mulheres sobre temas relacionados à pasta. Na ocasião, Cida anunciou que pasta vai lançar neste mês a campanha "Feminicídio Zero", para tentar conscientizar a população sobre o tema.

Dados do Atlas da Violência, divulgados em junho, mostraram que, em 2022, o Brasil registrou 3.806 feminicídios. Ainda de acordo com o estudo, o Brasil teve no mesmo ano 221,2 mil casos de violência contra a mulher. As agressões normalmente ocorrem dentro de casa e em contexto intrafamiliar. Os homens são os principais autores.

A campanha prevê parcerias com times de futebol como o Corinthians e o Flamengo a respeito do tema, líderes religiosos e empresas. A ministra afirmou que recentemente se reuniu com um grupo de mulheres evangélicas para levar a questão aos templos.

O mês de agosto é conhecido como "Agosto lilás" quando há um trabalho de enfrentamento à violência contra as mulheres. A ideia da ministra é que a mobilização "Feminicídio zero" seja uma campanha permanente, com peças publicitárias e também ações mais estruturadas, como cursos e outras, que envolvam também os homens.

Estadão Conteúdo

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