Presidente Lula e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Foto: Reprodução/Redes Sociais
O governo federal enfrenta um momento turbulento diante das recentes denúncias de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e das especulações sobre o futuro do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.
Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, há a possibilidade de Lupi pedir exoneração do cargo ainda nesta sexta-feira, 2 de maio. O ministro deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta mesma data, apesar de a reunião não constar na agenda oficial. A expectativa é de que o encontro ocorra de forma discreta e sem alarde.
A avaliação dentro do governo é de que o ministro está politicamente isolado em meio à crise, agravada pela revelação de um esquema de fraudes no INSS. O sinal mais claro de seu enfraquecimento foi a nomeação do novo presidente do órgão, o procurador federal Gilberto Waller Júnior, feita sem a anuência de Lupi ou do PDT, partido ao qual ele pertence.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou a jornalistas, na terça-feira, 29 de abril, que está "totalmente" descartada a possibilidade de seu afastamento do ministério. As declarações ocorreram após depoimento na Comissão de Previdência da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, Lupi havia respondido questionamentos de parlamentares sobre as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Ao ser questionado se houve alguma conversa sobre o seu afastamento do ministério, Lupi respondeu "nenhuma". Ele acrescentou:
"Quem tem que decidir sobre isso é o presidente Lula. Eu sei que eu tenho a confiança dele e estou trabalhando para elucidar tudo o que tiver de errado", declarou
Lupi voltou a dizer que não houve demora nas providências ao tomar conhecimento das denúncias de fraudes no INSS.
"Isso é uma formação de quadrilha: grupos que se montaram para criar instituições e para roubar dinheiro de aposentado. Isso é chocante para mim", declarou.
O ministro prosseguiu:
"Eu fui surpreendido com o volume disto. Porque eu sabia que tinha uma denúncia aqui, outra acolá, a gente sempre soube, a gente recebia queixa, na própria plataforma do INSS aparecia algumas pessoas se queixando. Agora, nesse quantitativo, por uma organização, eu tomei conhecimento agora".
Lupi também argumentou que a base para as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) vieram de apurações que ele determinou no INSS. Questionado se houve demora nas providências, ele negou.
"Aí, é outra discussão. Quando eu fiz a comparação com o botequim da esquina, eu adoro um pão na chapa no botequim da esquina. Quando eu fiz a comparação, é no sentido de que isso não é simples, são 7 milhões de pessoas. Como é que você verifica, checa, cria biometria de 7 milhões de pessoas?", afirmou.
Ainda em resposta aos jornalistas, Lupi afirmou:
"Não demorei a determinar (as apurações). Foi tomado conhecimento dos vários fatos, inclusive no Conselho. O Conselho não é executivo, é um conselho de debate, de deliberações macro sobre visão da Previdência Social. Estava lá no assento o presidente do INSS e o diretor do INSS. Eu pedi para que tomassem providências disso, tanto é que eu demiti o diretor".
Conforme mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Lupi argumenta que demitiu o diretor de Benefícios André Félix Fidélis, que teria apresentado lentidão para avançar com as apurações. Uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que o ministro foi alertado sobre as fraudes em junho de 2023, mas adiou a discussão e só tomou providências após quase um ano.
Estadão Conteúdo
2
04:53, 05 Out
25
°c
Fonte: OpenWeather
Candidato, após votar em Goiás, disse que pretende "livrar" a população da violência e dos juros elevados e defendeu que as riquezas do País sejam convertidas em melhorias concretas para a população.
O presidente está acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT).
O candidato chegou ao local de votação, uma escola municipal, às 8h07. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e foi cumprimentado por eleitores.
mais notícias
+