Presidente Lula. Foto: Agência Brasil
Sob o governo de Lula, a dívida bruta do setor público no Brasil ultrapassou R$ 10 trilhões e chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central.
O indicador reflete o total de compromissos financeiros do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais. Em comparação com o início do atual mandato, quando a relação dívida/PIB estava em aproximadamente 71,7%, houve um crescimento de cerca de 7 pontos percentuais.
O avanço da dívida bruta foi impulsionado principalmente pelo pagamento de juros nominais, pelo reconhecimento de novos passivos e por operações financeiras realizadas pelo Tesouro Nacional. Também contribuíram para esse aumento fatores como a variação cambial e o comportamento do PIB nominal ao longo do ano.
Especialistas apontam que, embora parte desse crescimento esteja associada a movimentos técnicos e contábeis, a trajetória de alta acende um alerta sobre a sustentabilidade das contas públicas no médio e longo prazo.
Além do aumento da dívida, o Brasil fechou 2025 com déficit nominal nas contas públicas, ou seja, quando despesas totais, incluindo juros, superam as receitas. O rombo ultrapassou R$ 1 trilhão, o equivalente a mais de 8% do PIB.
Esse resultado evidencia a dificuldade do governo em equilibrar arrecadação e gastos, mesmo com o aumento de receitas observado em alguns setores da economia.
Outro fator de forte impacto é o gasto com juros da dívida pública. Em 2025, o país desembolsou aproximadamente R$ 1 trilhão apenas para honrar esses encargos, reflexo da manutenção da taxa Selic em patamares elevados durante grande parte do ano.
Economistas avaliam que juros altos encarecem o custo da dívida e limitam a capacidade do governo de ampliar investimentos em áreas estratégicas.
Apesar de o percentual atual da dívida em relação ao PIB ainda estar abaixo dos níveis registrados no auge da pandemia de Covid 19, a tendência de alta reacende discussões sobre disciplina fiscal, controle de despesas e necessidade de reformas estruturais.
O tema deve ganhar ainda mais destaque ao longo de 2026, especialmente diante do cenário político e das pressões por ampliação de gastos públicos.
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A terceira versão do programa prevê a compra de dívidas pelo governo federal.
Operação reúne 522 brigadistas e 41 veículos terrestres. O estado registra 321 eventos de fogo ativos em 76 municípios, segundo dados apresentados pelo governo.
A medida busca reduzir o impacto do custo das passagens no orçamento da população e facilitar o acesso ao trabalho, aos serviços públicos, à cultura e às atividades de lazer.
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