A "economia do axé" foi divulgada por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), embora a instituição seja renomada por pesquisas e desenvolvimentos na área da saúde.
12 de setembro de 2024 às 08:03 - Atualizado às 08:46
Governo LULA lança edital de R$ 4,4 MILHÕES voltados para projetos de AXÉ e TERREIROS. Foto: Divulgação.
Por meio do Ministério da Igualdade Racial e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o governo Lula divulgou um edital visando fomentar a "economia do axé" e a agroecologia em comunidades de matriz africana. Com um orçamento de R$ 4,4 milhões, dos quais R$ 1,5 milhão já foram destinados a 30 projetos, o programa recebeu críticas por supostamente 'negligenciar' as áreas de saúde e ciência, que são tradicionalmente focos da Fiocruz.
Embora a Fiocruz seja uma instituição de renome na pesquisa científica e no desenvolvimento de tecnologias para a saúde, o edital não aborda esses assuntos. Ao invés disso, foca-se em suportar iniciativas culturais e religiosas.
A vice-diretora da Fiocruz Brasília, Denise Oliveira e Silva, que também coordena o edital, afirmou que "há uma ciência que a branquitude eurocêntrica não consegue explicar". Ela apontou que a espiritualidade e a religiosidade, especialmente das comunidades de matriz africana, são aspectos relevantes para a saúde que necessitam de mais atenção. Contudo, tal declaração suscita debates sobre a adequação de destinar verbas públicas de um órgão científico para projetos relacionados a crenças religiosas.
A assinatura dos acordos foi notável pela significativa presença de elementos religiosos, um aspecto atípico em eventos governamentais que envolvem fundos públicos. Jaciara de Oxum, uma mãe de santo, liderou um cântico de candomblé durante a cerimônia, em homenagem a Ogum e Mãe Gilda, que dá nome ao edital. A natureza religiosa dos projetos apoiados gerou críticas quanto ao financiamento público de práticas espirituais em detrimento de ciência ou saúde pública.
Por exemplo, um dos projetos selecionados visa capacitar 20 mulheres em Rio Branco, Acre, por meio de cursos de costura e produção de doces tradicionais. Embora essa iniciativa promova o empreendedorismo.
06:31, 16 Out
27
°c
Fonte: OpenWeather
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que 14,8 milhões de trabalhadores contratados pela CLT, atuam nesse modelo no Brasil.
O novo método foi oficializado por meio de uma portaria publicada nesta quinta-feira, 15 de outubro, no Diário Oficial da União, e estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes.
O petista afirmou que o projeto é "mais do que uma mudança na jornada" e que permitirá aos brasileiros "ter mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem.
mais notícias
+