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GLEISI HOFFMANN, presidente do PT, é COTADA para assumir MINISTÉRIO do governo LULA

A deputada federal pelo Paraná já foi senadora, ministra-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) e secretária de gestões petistas em nível municipal e estadual.

Ricardo Lélis

29 de janeiro de 2025 às 18:59   - Atualizado às 18:59

Lula e Gleisi Hoffmann.

Lula e Gleisi Hoffmann. Foto: Ricardo Stuckert/ PT

Prestes a iniciar uma reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve conceder um cargo no primeiro escalão do governo para Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

O cargo previsto para Gleisi é a Secretaria-Geral da Presidência, hoje ocupada por Márcio Macêdo.

Gleisi é deputada federal pelo Paraná desde 2019. Antes, foi senadora, ministra-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) e secretária de gestões petistas em nível municipal e estadual.

A deputada federal disputou seu primeiro cargo eletivo em 2006. Desde então, concorreu à prefeitura de Curitiba (PR), em 2008, e ao governo paranaense em 2014.

Natural de Curitiba e formada em Direito, Gleisi foi secretária durante o governo de Zeca (PT) no Mato Grosso do Sul.

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Entre 1999 e 2001, a petista foi titular das pastas de Reestruturação Administrativa e de Governo.

Em 2001, foi nomeada para a Secretaria de Gestão de Londrina, no Paraná, no mandato de Nedson Luiz Micheleti (PT).

No ano seguinte, integrou a equipe de transição de Lula, então presidente eleito. Durante o primeiro mandato presidencial do petista, assumiu uma diretoria da Itaipu Binacional.

Em 2006, concorreu ao Senado pelo Paraná. A única cadeira em disputa foi conquistada por Álvaro Dias, então no PSDB. Enquanto Gleisi obteve 45,1% dos votos válidos, Dias foi eleito com 50,5%

Em 2008, a ex-secretária disputou a prefeitura da capital do Estado pelo partido. Perdeu a disputa para Beto Richa, do PSDB, reeleito em primeiro turno com 77,2% dos votos válidos.

Em 2010, foi eleita senadora com 3.196.468 votos. No ano seguinte, licenciou-se do cargo para assumir a Casa Civil de Dilma Rousseff. Permaneceu no ministério até 2014. Naquele ano, concorreu ao governo do Paraná. A eleição foi vencida em primeiro turno por Beto Richa.

Em 2017, assumiu a presidência do PT. No ano seguinte, elegeu-se deputada federal, reelegendo-se em 2022.

A nomeação de Gleisi para um ministério também modifica o cenário para o comando do PT. O favorito de Lula para suceder a Gleisi na chefia da sigla é Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara.

O grupo político de Gleisi na política interna do PT, porém, ainda está dividido sobre a indicação de Edinho.

Enquanto presidente do PT, Gleisi foi um contraponto à agenda do Ministério da Fazenda, de Fernando Haddad. Em dezembro de 2023, por exemplo, uma resolução do partido chamou o arcabouço fiscal, proposta de Haddad, de "austericídio fiscal".

Estadão Conteúdo

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