Posto da BPRv e secretário da SDS. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social, pediu "desculpa" durante uma coletiva realizada na terça-feira, 14 de outubro, sobre o caso de uma mulher de 48 anos que denunciou um ato de estupro realizado por um policial militar do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. (veja vídeo abaixo)
“Minha primeira palavra é de solidariedade, de desculpa. É um fato inadmissível que foi narrado, que foi registrado. Uma violência praticada por um agente do Estado, no interior de uma repartição. Mas eu quero dizer que isso é uma exceção”, afirmou Alessandro.
Três policiais militares do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) foram afastados pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), suspeitos de estarem envolvidos em um caso de estupro que ocorreu na noite da última sexta-feira, 10 de outubro, na PE-060, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.
De acordo com a pasta, os agentes estão desempenhando funções administrativas até as investigações serem concluídas.
Segundo informações da Corregedoria da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), uma mulher de 48 anos trafegava em direção à praia de Gaibu acompanhada de uma amiga e de suas duas filhas, de 16 e 9 anos, quando o veículo foi parado por três policiais durante uma fiscalização de rotina. Após apresentar a documentação do carro e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ela foi informada por um dos agentes sobre débitos de licenciamento e multa.
A mulher relatou que havia adquirido o carro recentemente e chegou a contatar o vendedor, que garantiu resolver a pendência na segunda-feira. Ainda de acordo com o depoimento, o policial pediu que ela o acompanhasse até uma área interna do posto, sob a justificativa de que o procedimento fazia parte da abordagem. Dentro de uma sala, o agente teria apagado as luzes, exposto a genitália e tentado forçá-la a manter relação sexual.
A vítima afirmou que tentou resistir, mas o homem a obrigou a praticar sexo oral. Após o abuso, ele teria feito comentários de cunho sexual e a liberado em seguida, permitindo que deixasse o local com as filhas e a amiga.
A mulher contou também que temeu que o policial chamasse os outros dois agentes que estavam no posto. Segundo o relato, o agressor chegou a entregar uma toalha para que ela se limpasse e ordenou que bebesse dois copos d’água “para esconder os vestígios do abuso”.
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