Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Montagem/Divulgação
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) protocolou um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa da Bahia (Aleba) contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). A ação acontece após o gestor baiano sugerir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus eleitores fossem levados "para a vala".
Leandro de Jesus afirmou na ação que a declaração do petista "transcende os limites do discurso político legítimo, configurando uma exortação à violência e ao extermínio de milhões de brasileiros que, no exercício de seu direito democrático, optaram por determinado candidato nas eleições presidenciais".
O deputado reforçou “a metáfora empregada, que evoca o uso de uma ‘retroescavadeira’ para conduzir opositores e eleitores a uma ‘vala’, remete a práticas de genocídio e violação em massa dos direitos humanos, sendo absolutamente incompatível com os postulados do Estado Democrático de Direito”.
Leandro de Jesus baseia o seu pedido no artigo 7º da Lei do Impeachment. “A conduta do Governador Jerônimo Rodrigues configura crime de responsabilidade, nos termos da Constituição do Estado da Bahia e da Lei nº 1.079/1950, que disciplina a responsabilidade de governadores por atos atentatórios à ordem constitucional e democrática”, diz.
Entenda
A declaração de Jerônimo Rodrigues aconteceu na sexta-feira, 2 de maio, durante a inauguração da Escola Estadual Nancy da Rocha Cardoso, em América Dourada, Centro-Norte da Bahia.
Na ocasião, o governador criticava Bolsonaro por sua conduta durante a pandemia da Covid-19. "Um presidente que sorria para aqueles que estavam na pandemia, sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele, e quem votou nele poderia pagar também a conta. Bota uma enchedeira. Sabe o que é? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo para a vala", disse.
Na segunda-feira, 5 de maio, em entrevista à imprensa, Jerônimo disse que teve a sua fala distorcida. "Nós criticamos a forma que alguém deseja a morte do outro. Eu sou uma pessoa religiosa, de família, e não vou nunca tratar nenhum opositor com um tratamento deste. Foi descontextualizada (a declaração)".
Ele aproveitou a ocasião para pedir desculpa aos apoiadores do ex-presidente que se sentiram ofendidos.
"Eu apresentei minha inconformação de como o país estava sendo tratado e dei o exemplo da pandemia (...) se o termo vala foi pejorativo ou forte, eu peço desculpas. Não tenho problemas em registrar se houve excessos na palavra. Não houve intenção de desejar a morte de ninguém".
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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