Lula e Gleisi Hoffmann. Foto: Ricardo Stuckert/ PT
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta quarta-feira, 30 de abril, em entrevista ao Estúdio i, da Globo News, que o presidente Lula vai nomear um novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, a indicação caberia ao ministro da Previdência, Carlos Lupi. Gleisi nega que a iniciativa do presidente seja por falta de confiança no seu aliado.
"O presidente vai nomear um novo presidente do INSS, uma nova direção do INSS. E a recomendação com certeza é isso, esses fatos serem resolvidos, ou seja, todos esses gargalos serem fechados para não acontecer de novo, e ter medidas no âmbito administrativo, tecnológico, para que o instituto melhore sua administração", disse a ministra.
Gleisi fez questão de destacar durante a entrevista que "não há nada" contra Carlos Lupi na investigação sobre as fraudes no INSS. "Se não tem nada que o envolve, não tem motivo para ser afastado. Eu acho que ele está fazendo as explicações, se defendendo. Obviamente, se tiver alguma coisa que no futuro venha envolvê-lo, e não só ele, qualquer outro ministro, aí sim tem que ser afastado e o presidente não vai deixar de fazer isso".
Ainda durante a entrevista, Gleisi Hoffmann assegurou que o presidente Lula não determinou que Lupi se manifestasse sobre as fraudes, mas que "o governo espera que ele dê explicações".
"O que é preciso é que as coisas que Lula determinou sejam feitas, ou seja, continue-se a investigação e se aprofunde, porque o que nós estamos vendo agora é algo que não começou agora, é o que começou anteriormente. Ou seja, desde 2019 tem problemas de irregularidades. Quem decidiu investigar foi o governo do presidente Lula, foi a Controladoria-geral da União que fez o relatório, pegou dados do TCU e acionou a polícia federal”, pontuou.
Esquema
Entre 2019 e 2024, diversas entidades descontaram R$ 6,3 bilhões de cerca de 6 milhões de segurados do INSS. A parcela desse montante que decorre de descontos ilegais não foi divulgada.
Por meio de convênios com o instituto, o segurado podia ter descontada uma mensalidade por entidades que representam aposentados e pensionistas em troca de benefícios como auxílios funerários, odontológicos e psicológicos; colônias de férias, academia e consultoria jurídica.
No entanto, havia queixas de retiradas não autorizadas. Segundo a PF e a CGU, o esquema começou em 2016, intensificou-se em 2019 e ganhou força em 2022, quando uma instrução normativa simplificou o fechamento de convênios.
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Até o momento, não foram divulgados os nomes das pessoas supostamente envolvidas.
O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.
O deputado declarou que a gestora vem fazendo um bom trabalho e seu mandato tem avaliações positivas.
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